<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-20497327</id><updated>2011-12-15T02:43:00.382Z</updated><title type='text'>Comédia em Portugal</title><subtitle type='html'>Um olhar sobre a Comédia em Portugal.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://comedialusa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comedialusa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>kumedia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15476910737472364567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>30</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20497327.post-3199290942345341154</id><published>2007-04-05T01:31:00.000+01:00</published><updated>2007-04-05T01:38:15.495+01:00</updated><title type='text'>Maria Vieira</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;&lt;span class="a"&gt;&lt;b&gt;Maria Veira já arranjou trabalho. A actriz regressará ao activo em ‘Sempre em Pé’, da RTP 2, que estreia dia 10.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;&lt;span class="a"&gt;&lt;texto&gt;&lt;aux&gt;“Finalmente, vou fazer humor de pé”, revelou a actriz ao CM. “Vou para um formato que me quer ‘sempre em pé’ e, ainda por cima, a fazer stand up [em tradução livre significa ‘de pé’], depois de passar nove episódios do ‘Hora H’ [SIC] deitada”, afirma Maria Vieira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A actriz foi convidada para participar no ‘Sempre em Pé’ – entrará no segundo programa, a emitir dia 17 de Abril –, precisamente um dia depois de abandonar o ‘Hora H’, ou seja, no dia 19 do próximo mês. Maria Vieira estava descontente com a estagnação da sua personagem, ‘Dona Coisinha’, que “passava os episódios todos deitada no chão a arfar e tinha muito poucas falas”. Depois de se queixar a Herman José e às Produções Fictícias, responsáveis pelos textos, os actores concluíram que ‘Dona Coisinha’ deveria “experimentar a verticalidade” no nono episódio, mas “tudo ficou na mesma”. Por isso, e “pela primeira vez na vida, deixei um trabalho a meio”, refere Maria Vieira, que trabalhou durante 20 anos ao lado do humorista e, agora, regressa para junto de Luís Filipe Borges, que apresentava ‘A Revolta dos Pastéis de Nata’.&lt;/aux&gt;&lt;/texto&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20497327-3199290942345341154?l=comedialusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comedialusa.blogspot.com/feeds/3199290942345341154/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20497327&amp;postID=3199290942345341154&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/3199290942345341154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/3199290942345341154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comedialusa.blogspot.com/2007/04/maria-vieira.html' title='Maria Vieira'/><author><name>kumedia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15476910737472364567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20497327.post-1331363323877561386</id><published>2007-03-20T14:47:00.001Z</published><updated>2007-03-20T14:47:37.932Z</updated><title type='text'>ENTREVISTA COM MIGUEL ESTEVES CARDOSO</title><content type='html'>&lt;h3 class="entry-header"&gt;ENTREVISTA COM MIGUEL ESTEVES CARDOSO&lt;/h3&gt;                         &lt;div class="entry-content"&gt;                            &lt;div class="entry-body"&gt;                               &lt;p&gt;&lt;strong&gt;A Causa das Crónicas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Chegámos a casa de Miguel Esteves Cardoso, no Estoril, a dois passos do Casino, com o apoio de um mapa sacado do Google Earth – cortesia do representante da editora Assírio &amp;amp; Alvim, que acaba de publicar &lt;em&gt;A Minha Andorinha&lt;/em&gt;, o seu novo volume de crónicas, sucessor de &lt;em&gt;Explicações de Português&lt;/em&gt; (2001). Depois de vários dias de intempérie, a tarde estava extraordinariamente azul e amena, uma espécie de intrusão primaveril no Outono, como que a provar a tese várias vezes repetida por MEC nas suas crónicas: a de que temos um clima mais do que perfeito, pelo qual não sabemos estar gratos.&lt;br /&gt;À entrada do apartamento, uma pilha de números antigos de revistas americanas – &lt;em&gt;Saveur&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Vogue&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Vanity Fair&lt;/em&gt; – que os visitantes podem levar à saída. O Miguel recebe-nos na sua biblioteca caótica, o esconderijo onde tem passado a maior parte do tempo, nestes últimos anos de retiro mediático, a ler, a escrever e a navegar furiosamente pela Internet, entre blogues, &lt;em&gt;sites&lt;/em&gt; de &lt;em&gt;gadgets&lt;/em&gt; e lojas virtuais de música mp3.&lt;br /&gt;Em cima da mesa, à nossa frente, várias garrafas. Experimentamos o &lt;em&gt;panettone&lt;/em&gt; com moscatel de Setúbal (Bacalhôa). O Miguel explica que em Itália lhe ensinaram a misturar as duas coisas na boca, o bolo e o licor, para proveito das papilas gustativas. Há também uma tablete de chocolate “de esquerda”, politicamente correcto porque a marca respeita os direitos dos agricultores e o equilíbrio ambiental, mas nem por isso – diz MEC, irónico – menos “excelente”.&lt;br /&gt;Enquanto os outros gatos se dispersam pela casa, assustadiços e esquivos, o Agostinho, persa branco acinzentado, assiste à conversa com a comiseração que os felinos dedicam aos assuntos humanos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Há cinco anos que não publicavas um livro de crónicas. Porquê um intervalo tão grande? Andaste desaparecido?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A percepção de nós próprios não é bem essa. Uma pessoa não desaparece. Mas, para os outros, é como se desaparecêssemos sempre que não estamos a lançar livros ou a fazer coisas. Lembro-me daquela pergunta recorrente...&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que é feito do MEC?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“O que é que aconteceu nestes últimos anos? Você está morto? Por onde é que você anda?” São perguntas ontologicamente engraçadas. Há muitas respostas. Estive a fazer um intervalo. Estive retirado, como o Leonard Cohen no budismo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Um retiro sabático?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não. Ia escrevendo as minhas crónicas e em Maio do ano passado tive um susto enorme. Fui parar ao hospital com uma coisa horrível no fígado, daquelas em que se fica à beira da morte. Isso obrigou-me a uma pausa. Tive que deixar de beber, porque bebia imenso. E recuperei. Foi só esse o hiato. Quando uma pessoa está à beira da morte, passa a ver as coisas de uma maneira um bocado diferente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sentiste que tinhas pisado o risco?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim. Eu bebia de manhã à noite, todos os dias, sempre. Não havia um momento em que não estivesse a beber, todas as bebidas que possas imaginar. Nunca ficava bêbedo, mas estava sempre a beber. Com a comida acontecia a mesma coisa. E é óbvio que o fígado se ressente...&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Foste vítima do teu lado hedonista.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não. Era outra coisa. Era a gula, era não ser capaz de parar. Era querer provar tudo, mesmo sabendo o mal que aquilo representa para o corpo. O que tem muito a ver com as drogas. Drogas legais e drogas ilegais. A cocaína, um problema do caraças que tive durante muitos anos. Problema alegre que depois se torna um problema horrível. E todas as outras drogas que possas imaginar, excepto a heroína e o haxixe. Uma espécie de gula transcendental. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;E agora estás a pagar a factura.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Estou a pagar a factura, a conta do bar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Não te arrependes?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Arrependo, claro. Então não me arrependo. Fodi a saúde toda. Arrependo-me imenso. Se tivesse tido um bocado de juízo...&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Há pessoas que são muito regradas, muito certinhas, comem peixe cozido, bebem só meio copo de vinho tinto ao jantar, querem viver até aos noventa anos. E há outras pessoas que preferem viver a vida a fundo, mesmo que arrisquem morrer aos cinquenta...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que eu vivi a minha vida.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mas agora mudaste radicalmente. Agora também queres viver até aos noventa.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu devia estar morto, não é? Devia ter morrido. Mas não morri. Então deixei de fumar, estou numa espécie de limbo, por ter voltado à vida. Tenho muito mais cuidado, bebo muito menos. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Não me digas que te vais transformar num daqueles convertidos ao higienismo, com tendência para a repressão quase fascista dos prazeres de que abdicaram...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Isso não. Tenho imensas saudades de fumar, por exemplo. Mas não fumo. Porque eu fumava que nem um cavalo. Oitenta cigarrilhas por dia. A questão é que eu gosto imenso da vida. Sou muito feliz. Desde que casei, então, felicíssimo. E esta experiência da quase morte faz com que aprecies outras coisas... Ver um azul do céu, essas merdas. E os dias. Começas a apreciar a vida, a respiração, acordar bem-disposto, a água do banho. Enquanto antes eram só coisas adquiridas, livros que compravas, drogas que arranjavas, &lt;em&gt;whiskeys&lt;/em&gt; que tinhas em casa. Os prazeres eram todos caçados por ti. Ias buscar este jornal, fazias a &lt;em&gt;marguerita&lt;/em&gt; com a &lt;em&gt;tequila&lt;/em&gt;, snifavas a coca, mandavas vir da Amazon Books não sei quê. Todos os teus prazeres eram coisas que tinhas comprado. Depois do susto da morte, e se todas as pessoas que têm uma experiência destas o referem por alguma razão é, depois do susto da morte os prazeres deixam de ser esses. Passa a ser o barulho de um carro a passar. O tique-tique. O estarmos aqui. Este castanho em cima do branco.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Alegrias simples.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É estares vivo, pá. Estando morto não fodes, não fumas, não bebes. De certeza. Porque eu ainda posso fumar, se me apetecer. Não fumo há um ano e tal, mas tenho ali charutos. Se quiser, fumo. Isso anima. Se me acontecer uma grande desgraça, se explodir uma bomba aqui ao lado, foda-se, vou acender um cigarro. Posso. Agora, se estiver morto, não posso. Parece um truísmo, mas é muito importante. O estar vivo... Podermos arrancar os dois para a Argélia amanhã, se nos der na veneta. Isso é muito bom. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Depois do caos, atingiste uma espécie de equilíbrio.&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;A arte está em tu abusares enquanto podes. Porque o corpo permite grandes abusos. É uma coisa fabulosa, o corpo. Estou a falar em geral, porque há pessoas com azares. O corpo deixa-te ser um bruto. Podes ser bruto com ele durante a juventude. Lá está, quando se é novo. Se tiveres vinte anos, podes fazer muita asneira, o corpo está tão fresquinho e tão bom, tudo a funcionar tão bem, o coração, o fígado, tudo tão mimoso, os intestinos, a vesícula, tudo perfeitinho. Mas tem que se fazer nessa altura, não podes guardar para mais tarde. Aquilo estraga-se naturalmente, mesmo sem beber.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Aos trinta e tal anos, já não se vai a tempo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não. Tem que ser enquanto se é novo. Há uma ciência da vida.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;E tu não conseguiste gerir essa ciência?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não, não geri nada bem, pá. Geri mal porque agora posso beber muito poucochinho. Geri mal porque gostava de beber muito mais do que bebo. Chegando aos 35, devia ter baixado um furo. Só beber à tarde. Ou só à noite. Ou só uma garrafa em vez de três. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;É disso que te arrependes?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim. Devia ter bebido uma garrafa de vodka em vez de três. Mas de qualquer modo, importa termos um bocado de respeito pelo organismo, porque ainda há século e meio a esperança média de vida das pessoas era 34 anos. Nós não fomos criados para andar aqui mais do que quarenta anos, no máximo, tudo o resto já é esquisito. Os órgãos não foram concebidos para durar sessenta anos, ou setenta, ou oitenta. A questão agora é procurar o tal equilíbrio de que falavas. Não a cobardia extrema de dizer “já não bebo mais, quero emagrecer, vou entrar na linha”, porque isso transforma-se num pavor da morte. E então é a mesma coisa que estar morto. Se tens o fígado todo fodido e estás a beber, é claro que está mal e que era melhor que não bebesses nada. Mas se vives nesse pavor, estás tramado. &lt;/p&gt;                            &lt;/div&gt;                            &lt;div id="more" class="entry-more"&gt;                               &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Entretanto, apesar desses problemas todos, voltaste a publicar crónicas com um ritmo semanal, no &lt;em&gt;DNa&lt;/em&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;DNa&lt;/em&gt; representou uma coisa que nunca tive antes e nunca mais voltei a ter. Uma maravilha, uma coisa de sonho: poder escrever o que quisesse, como quisesse, no espaço que quisesse. Era o paraíso. E bem pago, ainda por cima. Tudo coisas que deixaram de existir na imprensa portuguesa, tal como está hoje. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quais são as diferenças entre o MEC actual e o MEC que há precisamente duas décadas editou &lt;em&gt;A Causa das Coisas&lt;/em&gt;?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Agora tenho cinquenta anos. Quando comecei a escrever nos jornais, tinha vinte e tal. Eu acho que o escritor tem que ser verdadeiro, tem que transmitir aquilo que é. Agora sou um velho. Pior, estou naquela idade complicada em que já se deixou de ser jovem mas ainda não se é suficientemente velho. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Muitas pessoas insistem em dizer: “o MEC acabou”. Isso incomoda-te?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não me incomoda absolutamente nada. Há uma determinante biológica na escrita. E as crónicas que publiquei quando era novo eram isso mesmo: as crónicas de um homem novo. Eu só sei que nessa altura, quando escrevia, tinha uma necessidade enorme de descrever situações e de contar coisas. Uma urgência. E agora já não tenho, já não tenho há muito tempo. Agora reflicto, penso muito. Só depois vou escrever. Dantes, estava perpetuamente indignado, sempre numa ânsia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;De certa forma vieste desbravar o caminho para quem veio depois...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Havia tanta coisa que estava errada na maneira de escrever, tanta coisa. E havia também uma certa ditadura de esquerda. Ditadura entre aspas, entenda-se. Uma maneira de olhar para as coisas e para a cultura que era muito formal, muito académica no mau sentido – académica no sentido de Academia das Ciências e Academia das Letras. Não se podia brincar, não se podia ser ligeiro. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que só te incitava ainda mais a partires a loiça toda.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim. Naquela época, tu tinhas que ter inimigos. Tinhas que ser diferente. E eu consegui ser diferente. Porque, a verdade é essa, era fácil ser diferente. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mais fácil do que é hoje?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Muito mais. Qualquer pessoa com o mínimo de talento, se estivesse no meu lugar naquela altura, teria feito o que eu fiz. Isto se não esquecermos um aspecto importantíssimo: o facto de já ser doutorado quando comecei a escrever na imprensa. Podia ter só 25 anos e andar de sapatos de ténis, mas era doutorado. As pessoas diziam: “Ah, é um sociólogo, professor doutor não sei quê...” Sem essa caução, não me safava. A minha defesa foi ser o gajo que tinha estudado em Inglaterra, o gajo que tinha lido como o caraças. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Era também contra essas mesuras, esses salamaleques, que tu escrevias.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim. Estava contra, mas com muita ternura. Quando digo que tive muitos inimigos, é mentira. Eu fui acarinhadíssimo, não me posso queixar. Digo inimigos no sentido virtual, como as crianças que têm amigos imaginários. E mesmo aquela coisa do “senhor doutor não sei quê”, a verdade é que eu acho graça a isso. Portanto não estava propriamente a denunciar... É uma denúncia, sim, mas uma denúncia amorosa. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Essa ambivalência é uma constante nos teus textos. Mesmo quando crucificas Portugal, vê-se que amas profundamente o rectângulo que nos coube em sorte.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Como tu amas, pá. Como todos os portugueses amam, acho eu. O que mostra o amor é o falar de. Obsessivamente. Alguém diz: “Não gosto de grelos, não gosto de grelos, não gosto de grelos.” Todo o dia a falar de grelos... Hmmm, há qualquer coisa ali com os grelos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Nas crónicas que reuniste em &lt;em&gt;A Minha Andorinha&lt;/em&gt;, alguns dos mais clássicos defeitos dos portugueses acabam por se transformar em virtudes: a procrastinação, a inveja, a desconfiança, a preguiça, o orgulho, a mania de conceber projectos impossíveis de concretizar, etc.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É como com o corpo da mulher que nós amamos. Ao fim de dois anos de observação atenta, descobres uma linha qualquer em que não tinhas reparado e não é o defeito que tu vês, mas uma coisa bela que tu encontraste, uma coisa nova. Ofusca-te e não vês o defeito. É um bocado isso o que acontece quando me ponho a analisar Portugal e os portugueses. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;A mim, parece-me que o efeito de novidade da tua escrita nos anos 80 também se ficou a dever à ausência, por cá, de uma tradição anglófona e anglófila. Concordas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Isso foi outra grande sorte que eu tive. Tive muitas sortes. A sorte académica e essa sorte imensa. Hoje em dia toda a gente percebe inglês, o que é uma coisa maravilhosa. Na altura quase ninguém percebia. Mesmo entre as pessoas cultas. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;O sentido de humor, o &lt;em&gt;wit&lt;/em&gt;, também era uma coisa completamente nova, não era?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim. E eu aproveitei a minha própria dificuldade de falar e escrever em português, porque a minha língua materna é o inglês, só aos cinco ou seis anos é que comecei a ter aulas de português. A minha incompetência linguística, mas gramaticalmente correcta, fazia com que parecessem inovadoras certas formas que são tipicamente inglesas. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Surgiam como liberdades criativas...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pois. Mas a liberdade criativa é uma coisa mais portuguesa. A nossa língua permite mais jogos e brincadeiras, o inglês é mais rígido. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quando atravessaste a tal fase complicada, há ano e meio, passou-te pela cabeça qualquer coisa do tipo: “se eu me for daqui, pelo menos sei que deixo uma obra”?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Passou-me pela cabeça, sim. E isto porque sempre tive muita pressa. No princípio, era muito ganancioso, escrevia em seis ou sete sítios ao mesmo tempo, trabalhava que me desunhava. Era muito rápido e muito precoce. Sempre fui muito precoce. A estudar. Na vida em geral. A ter filhos. Em tudo. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Disseste que já não tens a urgência dos vinte anos. É mais difícil para ti escrever uma crónica hoje do que era nessa altura?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Muito mais difícil. Porque hoje digo “vou escrever sobre a saudade” e já escrevi. “Vou escrever sobre os nomes das terras” e já escrevi. “Vou fazer não sei quê” e já escrevi. Tenho que escarafunchar imenso para encontrar qualquer coisa de que ainda não tenha falado. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;E a disciplina imposta pela crónica semanal? Custa-te cumprir &lt;em&gt;deadlines&lt;/em&gt;?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O que me custa cada vez mais é não ter espaço. Ser obrigado a escrever coisas curtas. Vai contra a minha natureza. Gostava muito de ser lapidar, mas não consigo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;A tua prosa é feita de acumulações, atalhos, derivas.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É uma prosa espalhada, uma prosa gorda. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;E por isso precisa de espaço.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Precisa. Precisa de espaço para seguir os caminhos todos. “Eh pá, isto faz-me lembrar aquilo” e “aquilo” sugere-me mais não sei o quê. E eu tenho que ir atrás dessa memória, juntando material para fazer a teia. Gosto de uma crónica que comece e se vá abrindo cada vez mais para depois, mesmo no fim, com a pressa, “vê lá, tens que acabar no próximo parágrafo”, de repente consiga dar sentido aos fios todos que se levantaram.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quando começas a escrever, tens um plano concreto do que será a crónica?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tenho. Passo pelo menos um dia inteiro a pensar no que vou dizer, mas a pensar mesmo, entre dicionários e apontamentos. Muitos apontamentos. Um &lt;em&gt;moleskine&lt;/em&gt; dá-me só para duas crónicas. E aproveito apenas uma pequeníssima percentagem dessas ideias. Uma vez em cada mil, quando faço menos apontamentos, consigo pôr tudo o que pensei dentro da crónica. Mas essas não são as que ficam melhor. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Por vezes sais-te com pequenos achados, como aquele de transformares substantivos (por exemplo, “lazer” ou “lar”) em verbos, com as respectivas conjugações.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Se tu pensares na palavra “lazer” durante oito horas, mais tarde ou mais cedo isso acaba por acontecer. Estás tão aflito, por andares às voltas com uma ideia não sei quanto tempo, que as fantasias se materializam naturalmente. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;É óbvio que te preocupas muito com o estilo e essa preocupação pode ser um martírio, como explicava o Flaubert.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É um martírio, sim. Toda a gente que escreve crónicas para jornais aprende a aceitar o facto de que muitas vezes o que se entrega é uma merda. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tens algum mecanismo de auto-avaliação para dizer “isto não presta”?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim, sim. Toda a gente tem. Mesmo no seu auge, uma pessoa entrega, no máximo dos máximos, uma crónica boa, sabendo que a seguinte vai ser uma merda, e a seguinte também, e a seguinte também. Ou seja, uma crónica boa em cada quatro. Estou a falar a sério. Já cheguei a pensar que a sequência média era: crónica boa, merda, crónica boa, merda. Mas não é. E se por acaso fizeres duas crónica boas, intervaladas com uma de merda, logo a seguir tens merda, merda, merda, merda, merda. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Após uma primeira vaga de influência na imprensa, nos últimos tempos inspiraste muita gente que escreve na blogosfera. Quase todos os melhores &lt;em&gt;bloggers&lt;/em&gt; portugueses que estão na casa dos trinta anos se reclamam, de uma maneira ou de outra, herdeiros do Miguel Esteves Cardoso. Como se houvesse de facto uma geração MEC.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Isso é lindo, comovente. Há blogues fabulosos. Muitíssimo bem escritos. E tens pelo menos uns trinta com um nível francamente superior ao da nossa imprensa. Conheço os blogues americanos e os ingleses, mas acho os portugueses os melhores de todos, os mais bem escritos, os mais bonitos, de longe os mais poéticos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Muitos desses &lt;em&gt;bloggers&lt;/em&gt; são pessoas que na adolescência se fascinaram com o projecto d’&lt;em&gt;O Independente&lt;/em&gt;, que aprenderam a gostar de jornais com &lt;em&gt;O Independente&lt;/em&gt;. Como é que viveste o fim anunciado de um projecto que ajudaste a criar?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Já tinha vivido antes. A verdadeira morte d’&lt;em&gt;O Independente&lt;/em&gt; aconteceu há muito, muito tempo. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Estava em coma.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quem matou &lt;em&gt;O Independente&lt;/em&gt; fui eu e o Paulo Portas. Quem tornou impossível a continuação daquilo foram as pessoas que fugiram. Os que abandonaram o barco. Acho hipócrita dizer que foi uma grande tragédia quando ninguém impedia as pessoas que lá estavam, entre as quais eu, de continuarem o projecto. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;O facto de escreveres novamente no &lt;em&gt;Expresso&lt;/em&gt;, que foi onde começaste a sério, teve algum aspecto simbólico para ti? É óbvio que as circunstâncias são diferentes, o jornal é diferente, o espaço em que escreves é diferente.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim, o jornal é diferente. Mas a maior parte das pessoas continuam lá.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sentiste que foi uma espécie de regresso?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim, porra, claro que foi. Ainda por cima eles perdoaram-me. Foram impecáveis ao deixar-me voltar, porque eu fui-lhes infiel de várias maneiras. Sobretudo ao fazer &lt;em&gt;O Independente&lt;/em&gt;. Embora tivesse saído sem conflitos. Sempre me trataram muito bem.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Achas que há espaço, hoje, para um jornal que represente o que o &lt;em&gt;Indy&lt;/em&gt; representou nos anos 90?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Porque não? Tem é que ser na Internet. Um jornal exclusivamente &lt;em&gt;web&lt;/em&gt; e gratuito, mas um jornal a sério. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Já não te sentes com energia para tomares a iniciativa?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Há uma idade para tudo. Eu já fiz o meu jornal. Eu já fiz a minha revista. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;E fizeste os teus romances. Mas desde 1996 que não publicas ficção. É um capítulo encerrado ou apenas uma área da tua escrita que está suspensa?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Está suspensa. Tenho um romance bloqueado, enorme, que estou a reescrever. E tenho outros já prontos, inéditos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Por que é que não publicas esses?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Porque o próximo romance tem que ser mesmo muito bom, tem que ser a sério. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Certos críticos colocaram algumas reservas à tua ficção. Isso pesa alguma coisa?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nada. Eu sou um escritor. Escrevo de tudo, da publicidade aos fados. Orgulho-me disso. Orgulho-me de poder escrever um recado à empregada em bom português. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Há alguma crónica que tenhas adiado porque ainda não surgiu o momento certo para a escrever?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Então não? As crónicas da vida que me falta. A crónica da velhice ou da imobilidade, do já não poder mexer-me. Todas as crónicas até à crónica de estar à boca da morte. As crónicas de qualquer pessoa devem ter a ver com o tempo da vida. Eu estou sempre a falar nisto. É muito importante ter-se 25 anos quando se tem 25 anos. E ter cinco quando se tem cinco. E ser velho quando se é velho.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como é que imaginas essa velhice?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Como um tempo de sabedoria. Uma sabedoria natural que tu acumulas sem te dares conta. Vais perdendo memórias, mas isso não é tão grave assim. Porque o fundamental não esqueces. As configurações do prazer, da culpa. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Essa sabedoria traz humildade?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Traz uma humildade absoluta que é a gratidão. A verdadeira humildade é uma gratidão. No sentido de “olha lá a sorte que eu tive”. Voltamos ao que disse lá atrás. Saber apreciar isto de estar vivo. Os objectos pequenos, o cheiro das coisas, a maneira dos gatos entrarem em casa. A riqueza do mundo, sem precisares de comprar seja o que for. Por exemplo, no outro dia descobri uma quinta, a Quinta da Ribeira, onde vendem pão embrulhado em cobertores, óptimo. Ainda não tinham apanhado as laranjas, porque é muito cedo. Mas estava lá o pomar. E eu atrevi-me e arranquei duas laranjas, mesmo quando ia a passar um padre que olhou para o chão, como quem perdoa, porque aquilo pertence ao seminário ou ao patriarcado, parece uma coisa do século XIX. Roubei essas laranjas, as primeiras laranjas do ano, sacadas por mim, com as folhas e tudo, mais a rama. Estive uma hora e meia à volta das laranjas, com a Maria João. Partimos os gomos e revisitámos todas as maneiras de comer laranjas. O prazer, o cheiro, aquilo tudo esmigalhado, o óleo a marcar os nossos braços. A comparação com outras laranjas. É uma coisa que só se pode apreciar aos cinquenta anos. Se tu fizeres isso agora, não chegas lá da mesma maneira. Falta-te a idade. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Há também o gozo da transgressão.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Claro. O prazer máximo daquilo esteve no facto de as laranjas serem roubadas. Eu sabia muito bem que estava a entrar numa propriedade privada mas disse: “olha, vou apanhar à mesma”. E o padre deve ter pensado para o seus botões: “coitado, olha-me aquele coxo a apanhar laranjas, o melhor é perdoá-lo”. Era um padre para aí com vinte anos, um padre lá do seminário. Olhou para o chão como no filme do Bresson. Ele a olhar para o chão e eu a roubar as laranjas. A fruta roubada é uma coisa de putos. Tem um sabor maravilhoso. Com a Internet é a mesma coisa: a euforia que dá fazer &lt;em&gt;downloads&lt;/em&gt; proibidos... Lembro-me que me fartava de roubar livros com o meu irmão. Vestíamos uns casacos enormes, andávamos de canadiana em pleno Agosto, para meter mais livros nos bolsos. E o que não faltava lá em casa eram livros. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;[Entrevista publicada na edição de 15 de Dezembro do suplemento &lt;em&gt;6.ª&lt;/em&gt; do Diário de Notícias]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;                            &lt;/div&gt;                         &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20497327-1331363323877561386?l=comedialusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comedialusa.blogspot.com/feeds/1331363323877561386/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20497327&amp;postID=1331363323877561386&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/1331363323877561386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/1331363323877561386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comedialusa.blogspot.com/2007/03/entrevista-com-miguel-esteves-cardoso.html' title='ENTREVISTA COM MIGUEL ESTEVES CARDOSO'/><author><name>kumedia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15476910737472364567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20497327.post-3176657660522979805</id><published>2007-02-12T23:46:00.001Z</published><updated>2007-02-12T23:44:48.062Z</updated><title type='text'>Hora H</title><content type='html'>O programa &lt;i&gt;Hora H&lt;/i&gt; já está em marcha. O acordo foi ontem assinado entre o autor, Herman José, e director de programas da SIC, Francisco Penim. A partir de finais de Janeiro, e durante um ano, o humorista vai ter um espaço semanal (com dia a definir), de uma hora, para dar largas à sua criatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O &lt;i&gt;Hora H &lt;/i&gt;será constituído por quadros humorísticos com Herman e companhia, com novas personagens e com novos maneirismos", resume o responsável da SIC. Mas o comediante quer ir mais longe a assume que vai "criar um formato polémico, catastrófico, que vai desafiar os poderes instituídos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acordo alcançado "em dez ou 15 minutos" fez com que Herman José deixasse de pensar na possibilidade de mudar de televisão. "Há dois anos estive em conversações com o Moniz, desta vez achei que não fazia sentido ter outro tipo de abordagem", relata. Já em relação à RTP, admite que sempre existiram "conversações informais e que seria uma bela hipótese para comemorar os 50 anos do canal público, caso a magia da SIC se tivesse quebrado", o que, pelos vistos, não aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pré-produção de &lt;i&gt;Hora H&lt;/i&gt;, coordenada por Pedro Costa, subdirector da área de entretenimento, já começou e estão garantidos "os melhores cenários, as melhores pessoas e a melhor escrita" pelas Produções Fictícias, confirma Penim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O elenco vai contar com a participação do grupo de actores que acompanha o humorista no &lt;i&gt;Herman SIC&lt;/i&gt;. Mas o programa será também usado como "uma plataforma de talentos, porque para se manter o produto interessante não pode haver rotinas", assegura o autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As movimentações de actores devem-se também ao facto de alguns membros do elenco residente irem participar noutros projectos de ficção da estação, como Maria Rueff que irá integrar a novela &lt;i&gt;Vingança&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;i&gt;Hora H&lt;/i&gt; marca um ponto de viragem na carreira de Herman, que suspende o &lt;i&gt;talk show&lt;/i&gt; &lt;i&gt;Herman SIC &lt;/i&gt;a 17 de Dezembro com uma edição especial no circo, depois de sete anos no ar. "Já faltava originalidade", admite o apresentador, mas é um formato ao qual gostaria de voltar, porque, assume, está no limite de fazer "personagens novas e velhas" e não quer fingir que é novo. Assim, para Herman "a maneira mais feliz é fazer como o Jô Soares e assumir os cabelos brancos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro programa já está delineado e "vai contar com a participação de Bárbara Guimarães no seu &lt;i&gt;Páginas Soltas&lt;/i&gt; [ SIC Notícias] a pedir um livro favorito a Camões, que escolhe Paulo Coelho", revela Herman, rindo da sua própria irreverência.         &lt;img src="http://imgs.sapo.pt/images/c2/dn.sapo.pt/layout/10px.gif" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20497327-3176657660522979805?l=comedialusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comedialusa.blogspot.com/feeds/3176657660522979805/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20497327&amp;postID=3176657660522979805&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/3176657660522979805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/3176657660522979805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comedialusa.blogspot.com/2007/02/hora-h.html' title='Hora H'/><author><name>kumedia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15476910737472364567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20497327.post-117002955064233463</id><published>2007-01-29T00:11:00.000Z</published><updated>2007-01-29T00:12:30.656Z</updated><title type='text'>Joaquim Monchique</title><content type='html'>&lt;span class="arial_11_preto"&gt;&lt;b&gt;Jornal de Notícias|Vai integrar o júri do programa "Aqui há talento". O convite marca o regresso à estação pública?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Joaquim Monchique|&lt;/b&gt;Bem, eu comecei na RTP, no programa "Grandes Noites" do Filipe La Feria e tenho com esta estação e com os seus responsáveis as melhores relações. No entanto, não vou regressar à RTP porque o meu contrato é com a produtora do "Aqui há talento" e não com a RTP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Mas vai regressar aos ecrãs da RTP. Por que aceitou o convite?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, vou regressar e estou bastante entusiasmado, porque acredito sobretudo na "filosofia", na qualidade e no interesse do programa. Quando me convidaram para integrar o júri eu já conhecia o formato, depois vi imagens do programa na França, nos EUA e na Austrália e confesso que gostei ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Concorda então com programas deste género caça talentos. Acha que as nossas televisões deveriam ter mais formatos desse tipo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho muito importante a realização de programas assim, porque é uma forma de desvendar os talentos. Há por aí muito boa gente fantástica, que sabe fazer coisas interessantíssimas e muitas vezes não tem oportunidade de as demonstrar. Julgo que se perde muito tempo em exibir programas sem história, em que as pessoas estão metidas numa casa à espera que aconteçam zangas e tricas, o que é um desperdício de tempo e de antena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nos últimos anos, deu a cara pela SIC, designadamente no programa do Herman. Saiu de relações cortadas com a SIC? E com o Herman José?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, de maneira nenhuma. Não corto com ninguém e muito menos com a SIC, onde tenho excelentes recordações e onde me diverti e trabalhei com muito prazer. Além do mais sou grande amigo da Teresa Guilherme, da Direcção de Programas, pela qual tenho muita consideração. E quanto ao Herman é um dos meus maiores amigos, falo com ele todos os dias e a nossa amizade é inabalável. Trabalhei com ele dez anos e, portanto, obviamente que continua a ser um dos meus grandes amigos. Nunca esquecerei a minha "família televisiva" que, além do Herman José, integra a Maria Ruef, o Manuel Marques, a Maria Vieira e a Ana Bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Não põe de parte voltar à SIC e a um programa do Herman?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, claro que não. Como já disse, não tenho vínculo com a RTP, agora vou fazer o "Aqui há talento", mas daqui a um ano já posso trabalhar de novo com o meu amigo Herman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O seu futuro passa pela televisão? Sente-se bem no ecrã?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto muito de fazer televisão e gosto principalmente de trabalhar como actor humorista, portanto, gostaria de continuar. Mas também confesso que tenho um sonho que é o de participar numa telenovela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nunca fez novela? O que o atrai nesse trabalho?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fiz e confesso que gostaria de participar, tenho muita curiosidade. Se porventura gostasse do papel que me atribuíssem, aceitaria. É um sonho meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você é conhecido essencialmente pelo seu trabalho como actor humorista. Quer continuar nessa área?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que gosto bastante de fazer o que faço. O bem melhor que há é o riso e a seguir são as palmas, portanto, dito isto, naturalmente, que quero prosseguir neste divertido e fascinante mundo do humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Acha que em Portugal temos bons humoristas? Quem são eles?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que sim, as pessoas gostam de rir e nesse sentido considero que se o humor tiver qualidade terá futuro. Também acho que temos muito bons humoristas e não posso deixar de destacar os "Gato Fedorento", que são, na realidade, formidáveis. Eu já os conhecia, porque muito do sucesso que nós obtivemos no "Herman SIC" deve-se a eles que eram os autores de muitos dos textos. Portanto, é evidente que considero que os "Gatos Fedorento" são, indiscutivelmente, a grande revelação e que vieram dar um impulso grande ao humor que se faz no nosso país. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20497327-117002955064233463?l=comedialusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comedialusa.blogspot.com/feeds/117002955064233463/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20497327&amp;postID=117002955064233463&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/117002955064233463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/117002955064233463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comedialusa.blogspot.com/2007/01/joaquim-monchique.html' title='Joaquim Monchique'/><author><name>kumedia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15476910737472364567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20497327.post-116951847560774653</id><published>2007-01-23T02:14:00.000Z</published><updated>2007-01-23T02:14:35.623Z</updated><title type='text'>Bruno Nogueira</title><content type='html'>&lt;span id="ctl00_bcr_ThisContent"&gt;&lt;p class="body"&gt;&lt;strong&gt;Como descreves o espectáculo? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="body"&gt;Em stand-up comedy nunca há muito para explicar, além dos temas que se vão revelando ao longo da peça. Quis fazer uma coisa mais trabalhada, era a minha possibilidade de fazer um espectáculo de minha total autoria. Chamei o arquitecto João Mendes Ribeiro, com quem já tinha trabalhado na peça &lt;strong&gt;Avalanche&lt;/strong&gt; - tinha adorado os cenários dele. No guarda-roupa, socorri-me do Dino Alves. De resto, quis que fosse uma coisa minha. Tenho o apoio do João Quadros no texto. Tem um ?vivo? no princípio, outro lá mais para a frente. Agora é distribuir isso por uma hora e pouco de espectáculo. &lt;/p&gt;&lt;p class="body"&gt;&lt;strong&gt;Afastaste-te da televisão. A tua intenção é agora investir neste tipo de espectáculo? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="body"&gt;Deixei de fazer televisão porque, hoje em dia, não consigo ver nenhuma coisa onde ache que ia acrescentar algo. Teatro e stand-up comedy são coisas que sempre fiz, paralelamente ou não à televisão. Além disso, um espectáculo como este exige muito tempo. Para criar tudo de raiz, para estar a escrever o texto há três meses e meio como eu estou, estar a ter ideias para luz e tudo o resto, requer algum tempo quando se quer fazer bem. E eu quero fazer bem. &lt;/p&gt;&lt;p class="body"&gt; &lt;strong&gt;Como nasceu a ideia? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="body"&gt;Sempre quis fazer alguma coisa mais a sério. Mas quis que passasse um bocado a vaga da moda da stand-up comedy. Agora acho que já acalmou essa euforia, de aparecer um humorista debaixo de uma pedra em cada cinco minutos. Não temos um país para tanta coisa. Portanto, muitas das coisas que estão a aparecer é só lixo. Preferi que isso acalmasse e preparar uma coisa cuidada para quem gosta de me ver fazer stand-up comedy. E são essas pessoas que eu penso que virão ver o espectáculo. &lt;/p&gt;&lt;p class="body"&gt; &lt;strong&gt;O que representa este passo na tua carreira? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="body"&gt;Isto representa um grande desafio, porque é estar a trabalhar sem rede nenhuma. Em primeiro lugar, porque o texto é meu e nunca foi testado. Eu e o [João] Quadros estamos tão envolvidos no texto que já não sabemos o que funciona ou não, o que só faz rir a nós. &lt;/p&gt;&lt;p class="body"&gt;Depois, como sou eu que estou a tomar conta da encenação, das luzes, de tudo, é um projecto totalmente meu. Não é megalómano, nem eu queria que fosse, porque se cair não quero cair lá muito de cima. Vou ser avaliado no dia de estreia. Quer corra bem, quer corra mal, já estou contente por ter conseguido juntar a equipa que juntei e por aquilo que consegui fazer. &lt;/p&gt;&lt;p class="body"&gt;&lt;strong&gt;Sentes-te pronto para o desafio? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="body"&gt;Sinto-me um bocado nervoso, até porque não tenho ninguém a quem atribuir as culpas. Estamos sozinhos ali em cima, com toda a gente a olhar para nos e à espera que os façamos rir. Mas sinto-me preparado. Pelo menos agora sinto-me mais. Aqui há dois dias ainda estava um bocado em pânico. &lt;/p&gt;&lt;p class="body"&gt;&lt;strong&gt;Há público em Portugal para um espectáculo de stand-up comedy? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="body"&gt;Tenho a certeza absoluta que há público para stand-up comedy. Há público para comédia, para bons espectáculos, para maus espectáculos. Há público para quase tudo. Só que as pessoas não são estúpidas. Vão ver uma vez, e depois o que funciona é o boca a boca. Se vão ver e não gostam, não vão dizer a outra pessoa que gostaram. Há muitas produtoras que insistem em dizer que há uma crise de público em Portugal. Não acho. Acho é que há espectáculos que são simplesmente maus. &lt;/p&gt;&lt;p class="body"&gt;&lt;strong&gt;Vais fazer um espectáculo mais de intervenção ou do riso pelo riso? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="body"&gt;Há coisas que eu tento evitar, nomeadamente política e futebol. Não consigo fazer o chamado humor de ?tarte na cara?. Gosto de levar as pessoas a pensar, até porque sinto que elas ficam mais interessadas se virem que podem interagir. Serei interventivo em alguns temas, mais forte em outros. Em televisão é preciso ter jogo de cintura para agradar a todos. Aqui não tenho preconceitos nem filtros no que me apetece dizer. &lt;/p&gt;&lt;p class="body"&gt;&lt;strong&gt;Estás contente com o resultado? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="body"&gt;Estou muito contente. Tenho pena de não ter começado a testar o espectáculo mais cedo, para saber como o poderia gerir melhor. Mas foi um processo muito duro de escrita e produção. Só tenho de acreditar em mim e nas pessoas que já vieram ver. &lt;/p&gt;&lt;p class="body"&gt;&lt;strong&gt;Tens agora esta temporada no São Luiz. Mais tarde, o espectáculo pode seguir para outros sítios? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="body"&gt;Há duas coisas pensadas. Hei-de ir em tournée assim que acabar aqui no São Luiz. Já estamos a tratar disso. Depois, se correr bem, hei-de voltar aqui para fechar esta primeira metade do ano. Gostava de fechar no São Luiz, onde sempre me habituei a trabalhar e onde sempre me trataram tão bem.         &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20497327-116951847560774653?l=comedialusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comedialusa.blogspot.com/feeds/116951847560774653/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20497327&amp;postID=116951847560774653&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/116951847560774653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/116951847560774653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comedialusa.blogspot.com/2007/01/bruno-nogueira.html' title='Bruno Nogueira'/><author><name>kumedia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15476910737472364567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20497327.post-116725067007017167</id><published>2006-12-27T20:16:00.000Z</published><updated>2006-12-27T20:17:50.086Z</updated><title type='text'>SIC Comédia termina de vez por falta de distribuidora</title><content type='html'>&lt;span class="arial_11_preto"&gt;O futuro do canal SIC Comédia está traçado. Termina a 31 de Dezembro. A SIC não chegou a acordo com a Cabovisão, a segunda maior operadora nacional e a única que, neste momento, poderia oferecer condições que garantissem a sua sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Confirma-se que não chegamos a acordo com a Cabovisão por questões de natureza financeira", disse ontem fonte do grupo Impresa, que detém a SIC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em final de Novembro, foi divulgada a saída da SIC Comédia da TV Cabo, a maior operadora nacional. Chegado aqui, a SIC anunciou que ia bater à porta de outras operadoras para garantir a sua distribuição. A oferta da Cabovisão era determinante, por ser uma empresa de forte implantação no mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refira-se que até 31 de Dezembro a SIC Comédia era negociada com as outras operadoras através da PT Multimédia, proprietária da TV Cabo. Assim que o canal saltou desta empresa - trocou o contrato que detinha até 2009 com a SIC Mulher - ficou a SIC com os conteúdos para negociar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco Penim referiu ontem à agência Lusa que o canal era "rentável, viável e com audiências". O director de Programas que coordena os canais temáticos salientou que o cancelamento da SIC Comédia foi uma "proposta" da TV Cabo. "Não era uma coisa que a SIC queria".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contrato com a TV Cabo estava definido na dependência dos assinantes e não das audiências. Ontem, a TV Cabo recusou-se a comentar as declarações de Francisco Penim. Para justificar o cancelamento do canal, há 15 dias, apontou a complementaridade de conteúdos que oferecem outros canais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acrescente-se que a PT revelou, nos resultados relativos ao terceiro trimestre deste ano, que a TV Cabo perdeu 34 mil assinantes até Setembro. Comercialmente, a SIC Mulher também cativa mais publicidade, que é explorada pela TV Cabo. Os fãs de Conan O'Brien ou Jay Leno, humoristas que ali tinham os seus "talks shows" com exibição regular, tem manifestado o descontentamento em blogs e criou-se mesmo um abaixo assinado como forma de protesto. Entre os seus produtos mais fortes estão "Seinfeld", "Everybody Loves Raymond". Na produção nacional "Biqueirada" e "Prazer dos Diabos".O canal SIC Comédia inaugurou a 18 de Outubro de 2004, na posição que pertencia à SICGold. De acordo com a Marktest, em Novembro foi o 14º emissão mais vista em Portugal.&lt;/span&gt;    &lt;!--/ARTIGO--&gt;                   &lt;!--/texto artigo--&gt;                                             &lt;!--/corpo central de artigo--&gt;                                                  &lt;img src="http://imgs.sapo.pt/images/lusomundo/jn/spacer.gif" width="8" /&gt;                        &lt;!--modulo noticias associadas --&gt;                &lt;!--modulo mais sociedade--&gt;              &lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="100%"&gt;                &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;                  &lt;td bgcolor="#005a94" height="22" valign="top"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;                &lt;/tr&gt;                &lt;tr&gt;                  &lt;td align="right" height="8"&gt;&lt;img src="http://imgs.sapo.pt/images/lusomundo/jn/spacer.gif" height="8" width="8" /&gt;&lt;/td&gt;                &lt;/tr&gt;                &lt;tr&gt;                  &lt;td class="arial_11_preto" bgcolor="#bed3e1"&gt;                     &lt;!--conteudo tabela mais sociedade--&gt;       &lt;!-- ULTIMAS --&gt; &lt;table style="width: 195px; height: 20px;" class="arial_11_preto" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td class="margem_celula_14"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td height="2"&gt;&lt;img src="http://jn.sapo.pt/images/lusomundo/jn/separador_opinioes.gif" height="2" width="195" /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;                   &lt;!--/conteudo tabela mais sociedade--&gt; &lt;!--FOOTER--&gt;                 &lt;/td&gt;               &lt;/tr&gt;                          &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;             &lt;!--/modulo mais sociedade--&gt;                          &lt;!--/tabela_conteudo--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20497327-116725067007017167?l=comedialusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comedialusa.blogspot.com/feeds/116725067007017167/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20497327&amp;postID=116725067007017167&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/116725067007017167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/116725067007017167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comedialusa.blogspot.com/2006/12/sic-comdia-termina-de-vez-por-falta-de.html' title='SIC Comédia termina de vez por falta de distribuidora'/><author><name>kumedia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15476910737472364567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20497327.post-116640344676476441</id><published>2006-12-18T00:52:00.000Z</published><updated>2006-12-18T00:57:26.776Z</updated><title type='text'>Carlos Moura</title><content type='html'>- O que o levou a entrar no Stand-Up Comedy?? &lt;p class="textonoticia"&gt;Foi um acidente de percurso. No início de 2003, alguém me mostrou um anúncio sobre o 1º Festival de Stand-Up Comedy, em Braga. Como tinha experiência de rádio e teatro e gostava deste género de humor, decidi inscrever-me, mais com o objectivo de conhecer pessoas e de me divertir. A coisa acabou por ser muito mais a sério do que inicialmente pensei, com um júri de luxo presidido por Raúl Solnado. Acabei por ficar em terceiro lugar e conhecer muita malta da área...&lt;/p&gt;&lt;p class="textonoticia"&gt;&lt;img src="http://www.islagaia.pt/superior/imagens/S%2120061201430301.jpg" style="margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-top: 10px;" align="left" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="textonoticia"&gt;- Foi difícil ingressar neste tipo de comédia e posteriormente, o passo que para apresentador de televisão? &lt;/p&gt;&lt;p class="textonoticia"&gt;Não foi difícil; pelo contrário, as coisas sucederam-se de forma quase contínua... Graças ao Festival de Stand Up, comecei a ser convidado para actuar em bares e auditórios, ao mesmo tempo que a SIC me lançou o convite para ir ao "Levanta-te e Ri". A partir daí e depois de mais de duas dezenas de actuações no "Levanta-te", as coisas aconteceram naturalmente. Fiquei bastante surpreendido quando me convidaram para apresentador de televisão... Mas é tudo uma espécie de sucessão de eventos naturais. Não foi difícil mas tem sido trabalhoso: a maioria das pessoas não se apercebe de que tudo isto significa trabalho e método... 15 minutos de Stand-Up são umas quantas páginas A4 de textos, que representam tempo e insistência, muitas notas e muitas, muitas horas de tentativas...&lt;/p&gt;&lt;p class="textonoticia"&gt;- Deixar a local onde nasceu para ir viver para Lisboa foi complicada essa adaptação? &lt;/p&gt;&lt;p class="textonoticia"&gt;Eu nasci em Moçambique e saí de lá com 2 anos, por isso não foi difícil... Agora a sério: eu, além de estar habituado a mudanças, gosto de Lisboa. É uma cidade com vida, com ritmo. E sinto-me bem, apesar das saudades de alguns amigos mais distantes.&lt;/p&gt;&lt;p class="textonoticia"&gt;- Soube que a sua carreira não se baseia apenas numa área restrita, para além de apresentador de televisão, humorista, já exerceu actividades completamente distintas, é verdade? &lt;/p&gt;&lt;p class="textonoticia"&gt;Sim, já fiz um pouco de tudo... Com 15 anos andei nas obras durante as férias para conseguir dinheiro para as férias... Desde então, trabalhei 10 anos em rádio, fiz fotografia (que ainda faço como hobbie) e trabalhei três anos como designer gráfico, que ainda considero a minha profissão paralela... Isto além de alguns biscates enquanto miúdo... Sempre gostei de me mexer, sei lá.&lt;/p&gt;&lt;p class="textonoticia"&gt;&lt;img src="http://www.islagaia.pt/superior/imagens/S%2120061201430302.jpg" style="margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-top: 10px;" align="right" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="textonoticia"&gt;Que projecto tem em mente para um futuro próximo? &lt;/p&gt;&lt;p class="textonoticia"&gt;Muitos, espero conseguir concluir alguns deles... Para já, estou a preparar uma série de humor para a televisão, estou a acabar uma peça de teatro e tenho um livro em banho-maria. Além disto, continuo a fazer comédia Stand-Up, é uma espécie de ginástica que me apetece manter para ficar em forma.&lt;/p&gt;&lt;p class="textonoticia"&gt;Qual o seu objectivo máximo a nível profissional? &lt;/p&gt;&lt;p class="textonoticia"&gt;Fazer o que gosto e viver disso. Esse é o meu maior objectivo. Gostava de experimentar cinema, por exemplo. E de conseguir fazer com que as pessoas pensem em coisas sérias com um sorriso nos lábios.&lt;/p&gt;&lt;p class="textonoticia"&gt;- É difícil viver apenas do Stand-Up Comedy em Portugal?&lt;/p&gt;&lt;p class="textonoticia"&gt;É muito difícil. Não temos Clubes de Comédia, espaços especializados ou um circuito de actuações que garanta sustentabilidade, o que impede a existência de um fluxo seguro de rendimentos. Mas com algum jogo de cintura e algumas gargalhadas, a coisa aguenta-se. Mas pelo menos, é uma profissão divertida, mesmo quando só nós lhe achamos piada...&lt;/p&gt;&lt;p class="textonoticia"&gt;CARLOS MOURA - O perfil&lt;/p&gt;&lt;p class="textonoticia"&gt;Nome: Carlos Moura &lt;/p&gt;&lt;p class="textonoticia"&gt;Idade: 31 &lt;/p&gt;&lt;p class="textonoticia"&gt;Signo: Balança &lt;/p&gt;&lt;p class="textonoticia"&gt;Prato Preferido: qualquer um na companhia de amigos &lt;/p&gt;&lt;p class="textonoticia"&gt;O que mais adora: sentir que estou a ser produtivo &lt;/p&gt;&lt;p class="textonoticia"&gt;O que mais detesta: sentir que não estou a ser produtivo &lt;/p&gt;&lt;p class="textonoticia"&gt;Alguém que admira: Douglas Adams&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20497327-116640344676476441?l=comedialusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comedialusa.blogspot.com/feeds/116640344676476441/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20497327&amp;postID=116640344676476441&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/116640344676476441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/116640344676476441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comedialusa.blogspot.com/2006/12/carlos-moura.html' title='Carlos Moura'/><author><name>kumedia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15476910737472364567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20497327.post-116612164607714987</id><published>2006-12-14T18:37:00.000Z</published><updated>2006-12-14T18:40:46.096Z</updated><title type='text'>Opiniões sobre a Comédia Lusa</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Esta Opinião, vem &lt;a href="http://mdinstrucoes.blogspot.com"&gt;daqui.&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levanta-te e Chora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vós, caros compadres de desterro, decerto haveis já reparado que essa infâmia televisiva entre nós conhecida por Levanta-te e Ri, chegou na passada segunda-feira ao fim (não me perguntem o dia e a hora que eu sou péssimo pa essas merdas).Recorrendo-me agora do banal regsito de língua popular/corrente com que esses senhores (atarracados, sem pescoço e sem categoria) nos presentearam semana após semana, fazendo-no alternar entre o "oh meu deus!" e o sufoco em gargalhadas compulsivas.&lt;br /&gt;E porquê?&lt;br /&gt;Perguntem todos aí em casa: PORQUÊ?!&lt;br /&gt;Porquê estarei eu aqui a divagar sobre esse malfadado programa insultado pelos puritanos e sábios comediantes dos Malucos do Riso e rebaixado pelo JetSet tortuguês?&lt;br /&gt;Se calhar por isso mesmo. Se calhar por ter sido diferente do Herman e dos seus tiques homossexuais que já não passam despercebidos a ninguém, do humor rasca de Malucos, Batanetes, Prédio do Vasco, Revista entre (infelizes) bastantes outros, por se ter virado para um público diferente.&lt;br /&gt;Por ter chamado gente diferente para fazer algo que não se fazia. Porque aquele Horácio era genial. Porque o Bruno Nogueira foi lá que apareceu, e a minha visão do mundo seria bastante mais cinzenta sem a influência destes dois senhores. Porque foi o Levanta-te e Ri que deu uma maior visibilidade a projectos como Gato Fedorento, Cabaré da Cocha, Homem que Mordeu o Cão, que de programas dedicado a tribos passaram a ser procurados pelo grande público que percebeu que não tinha de ser cultural e obrigatoriamente burro. Muitos se lançaram com a stand-up e graças a ela uma onda ar fresco rejuvenesceu o país e o país, esse ganda maluco, suspirou de alívio.&lt;br /&gt;Eu pelo menos não consigo conceber a minha retorcida adolescência sem "puta que pariu é pó bujão", sem piadas sobre pescoços inexistentes, sobre o "senhor do bolo", sem um gajo que anunciava a sua chegada de braga com histórias do mais rebuscadamente divertido que alguma ouvi, sem teorias sobre a origem motoqueira de Jesus Cristo, sem fados manhosos nem "yestermaines", e sem muitos outros mitos, igualmente marcantes áquelas expressões que o Gato Fedorento celebrizou.&lt;br /&gt;Mas tudo morre.&lt;br /&gt;Até a comédia morre.&lt;br /&gt;Bruno Nogueira fartou-se de ser visto como o arauto de uma arte menor e abandonou a guerra. Já nessa altura proliferavam os Serafins e afins e imitações baratas, que minavam o programa por dentro, visando a sua aniquilação total. Fernando Rocha era mais um bibelô bizarro que havia lá em casa. Ricardo de Araújo Pereira desaparecera. Nilton só tinha olhos para a K7. Aldo Lima brutalmente desinsipirado. E quando a única coisa que nos deixava esperançados quanto a um futuro melhor era a confiança cega daquele homem de blazer negro e nome esquesito, eis que ele, O Horácio também fechou a porta.&lt;br /&gt;O país tremeu.&lt;br /&gt;Quem correria os teatros? Quem lançaria piadas secas como um jogador de futebol? Quem cantaria foleirices? O que seria do país sem o Horácio, agora que ele era a sua única razão de viver?Da indignação ao boicote foi um salto. Ninguém queria o Levanta-te e Ri. Era como se de uma namorada-que-não-nos-contou-toda-a-verdade-acerca-dela se tratasse.&lt;br /&gt;Horácio o Desejado não teve outro remédio senão voltar perante os apupos da turbe em fúria.E assim o espírito não morreu de imediato.&lt;br /&gt;A vontade de não o deixar morrer, e não a vontade de viver, foi o que o manteu vivo. Até Rocha parecia renovado. Mas já tudo era notória e incontornavelmente diferente. Nada, nem teatros cheios, nem piadas foleiras, nem críticas exacerbadas (que na verdade já ninguém lhe fazia) poderia salvar o Lévante et Galhofe. A morte lenta era o caminho e o destino.&lt;br /&gt;Por isso é com honesta melancolia que vejo o Levanta-te e Ri acabar.&lt;br /&gt;A qualidade faltava é certo, e eu já mal o via, mas aquele foi O programa.&lt;br /&gt;Aquele que me fez aturar o Serafim a contar histórias alentejanas só para ouvir o João Seabra fazer teorias sobre cagalhotos. Foi o programa aonde vi o Bruno Nogueira com aquela sua expressão imperturbavelmente séria a dizer mal do Castelo Branco. Foi lá que pela primeira vez que ouvi falar de Ricardo de Araújo Pereira, o tal dos Gato. E o Horácio... essa lição de vida que é Marco Horácio.&lt;br /&gt;Tudo morre. Tudo o que é bom, morre.&lt;br /&gt;Mais tarde ou mais cedo. Pena ter morrido assim.Já nada será o mesmo.O país ficou sem dúvida mais pobre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20497327-116612164607714987?l=comedialusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comedialusa.blogspot.com/feeds/116612164607714987/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20497327&amp;postID=116612164607714987&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/116612164607714987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/116612164607714987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comedialusa.blogspot.com/2006/12/opinies-sobre-comdia-lusa.html' title='Opiniões sobre a Comédia Lusa'/><author><name>kumedia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15476910737472364567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20497327.post-116588113249362529</id><published>2006-12-11T23:50:00.000Z</published><updated>2006-12-11T23:52:12.513Z</updated><title type='text'>Rouxinol Faduncho</title><content type='html'>Um ano após o lançamento do primeiro disco de Rouxinol Faduncho, está de volta o personagem que reacendeu o fado humorístico, "após 40 anos sem se lhe ver rasto", com o álbum "Best on". Todavia, quem acede dar a entrevista ao Jornal de Notícias é o actor e humorista Marco Horácio, até porque Rouxinol Faduncho é apenas o seu "alter-ego".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Best on" é hoje apresentado, pelas 21.30 horas, no auditório Ruy de Carvalho, em Carnaxide. O espectáculo gratuito será filmado com a intenção clara "de apresentar este projecto à RTP, ou a outra televisão qualquer". Em último caso, "poderá surgir a ideia de se gravar apenas um DVD". No entanto, Rouxinol Faduncho "não se trata apenas de um sketck humorístico com uma participação pontual". Este personagem tem vida própria.&lt;br /&gt;"Ex-emigrante na Alemanha, é dono de uma quinta em Barcarena onde faz criação de cães de loiça - dos maiores até aos mais pequenos". Pelo meio, "concorreu a uma grande noite do fado, onde alcançou um honroso terceiro lugar, num concurso com apenas três participantes", retrata Marco Horácio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o jovem humorista, "Best on" de Rouxinol Faduncho é, assim, "a continuação da saga, um trabalho amadurecido, sobretudo, pela rodagem em estrada." E acrescenta "Em média tinha duas mil pessoas nos meus espectáculos ao vivo. Fiz inclusive quatro Queima da Fitas e a aceitação por parte do público foi sempre fantástica". Já para o artista Rouxinol Faduncho a razão para produzir um novo trabalho discográfico é simples "Como conseguimos enganar as pessoas com um primeiro CD, decidimos lançar agora um segundo". Alertando a 'gaijada' para o facto de, assim, ter nascido "o maravilhoso mundo que é este segundo trabalho fonográfico, que se intitula 'Best on', porque está ligado".&lt;br /&gt;Ainda que os espectáculos vivam do humor de um personagem que acabou de editar agora "uma colectânea com os maiores sucessos de uma longa carreira de sensivelmente um ano", Marco Horário assume este trabalho de uma forma "muito séria". O actor que assinou todas as letras, fez questão de se rodear "dos melhores músicos de fado" João Veiga (viola), Paulo Valentim (guitarra portuguesa) e Rodrigo Serrão (viola baixo).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20497327-116588113249362529?l=comedialusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comedialusa.blogspot.com/feeds/116588113249362529/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20497327&amp;postID=116588113249362529&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/116588113249362529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/116588113249362529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comedialusa.blogspot.com/2006/12/rouxinol-faduncho.html' title='Rouxinol Faduncho'/><author><name>kumedia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15476910737472364567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20497327.post-116543222092442573</id><published>2006-12-06T19:08:00.000Z</published><updated>2006-12-06T19:10:20.943Z</updated><title type='text'>Rui Xará</title><content type='html'>Em entrevista ao Póvoa Semanário e à Rádio Mar, e à margem do aniversário, Rui Xará confessou que quando entra para um espectáculo tem sempre "grandes expectativas", apesar de reconhecer que, agora, o seu entusiasmo está mais concentrado no programa "Partir o Coco" que foi para o ar, na antena dos 89 FM, na passada segunda-feira. É que, justificou, ali no Auditório, a plateia não pretendia assistir a um espectáculo de humor, tanto mais que, e segundo Rui Xará, a assistência era constituída, sobretudo, "por Floribellas". E por isso mesmo, e à semelhança do que tem previsto para a Rádio, o humorista anunciou que vai ter "algum cuidado com a linguagem". Não pode "correr o risco de ferir susceptibilidades". Apesar de, sublinhou, ser algo que gosta "muito de fazer". Porquê? "A maior parte das pessoas, cujas susceptibilidades são feridas, só o são por hipocrisia". É que na vida real fazem "coisas bem piores do que aquelas que acabaram de ouvir". Por outro lado, prosseguiu, também é verdade que "o palavrão faz parte da nossa vida".&lt;br /&gt;Para Rui Xará, e seguindo ainda a problemática ou a temática do humor, há uma forma ainda mais elevada de o fazer, que não é a "Stand Up Comedy", mas sim o cartoonismo. "Um gajo que consegue, em três quadradinhos, pôr as pessoas a rir, é brilhante". No caso da Stand Up, o que nós tentamos fazer é "ir para junto das pessoas, abaná-las e dizer-lhes para estarem atentas ao que se passa à sua volta". "Se fizermos uma piada sobre política, é para alertar!". O humorista também lamentou o facto de hoje, as pessoas continuarem a salvaguardar-se na religião, nos "santinhos e nas procissões de joelhos". E é neste contexto que Rui Xará gosta de "espicaçar".&lt;br /&gt;E porque na noite da festa da rádio estava a actuar para uma plateia onde o público-alvo predominante era "abaixo dos 15 anos ? que só vêem os "Morangos com Açúcar e a Floribella" e só sabem o nome do primeiro-ministro porque o ouviram muitas vezes", ficaram de fora as piadas ditas "inteligentes". E exemplificou: se disser que "na Palestina as mães quando levam os filhos ao autocarro anunciam: ?lá vai o meu rebento?, ninguém se vai rir disto porque não percebem a subtileza do trocadilho". O segredo do sucesso nestas actuações é, referiu, "o enterteiner conseguir que o público, no final do espectáculo, se adapte ao que está a dizer, e não o contrário".&lt;br /&gt;E também é verdade que o sexo é sempre algo que "pega" pois as pessoas gostam sempre deste tema. Aliás, ironizou, "quando Deus inventou o sexo mostrou o seu sentido de humor!". A terminar, referiu, que nesta fase que atravessamos, "as pessoas precisam cada vez mais de se rir". O curioso, apontou, "é como é que as pessoas se conseguem continuar a rir". Primeiro, porque, e tendo em conta os aspectos sérios, "não dá vontade de rir ou já só dá vontade de rir". E segundo, é que, e devido ao facto de nos últimos dois anos ter havido um surto de "humoristas", há que ter cuidado "para não se cair na repetição, o que pode provocar algum cansaço". Quando isso acontece, "pode recorrer-se à anedota, que é a melhor forma de preservar o humor".&lt;br /&gt;E apesar de considerar que o termo "Stand Up Comedy" começa a estar vulgarizado em Portugal, acha igualmente que este tipo de humor não começou da melhor forma no nosso país. O "Levanta-te e Ri", o programa da SIC, que lançou estes humoristas, não é "Stand Up Comedy". Porque "não é num teatro, com pessoas sentadas de braços cruzados, que vamos conseguir diverti-las". Esta fórmula implica, explicou, "um bar, onde se fuma e se bebe e há gajos que aplaudem se gostam, ou insultam, caso não gostem".&lt;br /&gt;A outra grande intervenção da noite foi a de Paulo Baldaia que trabalha no aeroporto Sá Carneiro e, nos tempos livres, ?faz humor?. Aliás, e a propósito da sua actividade profissional, lembrou que o aeroporto do Porto deve ser o único no mundo que "tem o nome de uma pessoa que morreu num acidente de avião". Uma ironia mórbida que também fez rir a plateia. Em entrevista ao Póvoa Semanário, explicou que não prepara espectáculos, porque há que dar uma "espreitadela" para o público para ver "como é". A partir daí, é que tem "alguns cuidados".&lt;br /&gt;Também Paulo Baldaia defende que as pessoas "precisam destes momentos de humor porque a vida não está para rir". Além de que, "faz bem a saúde e, a seguir à natação, é a actividade que movimenta mais músculos". O Stand Up Comedy teve um "boom" com o programa "Levanta-te e Ri", mas depois estagnou um pouco, sobretudo com a chegada do Verão. Agora, e mesmo depois de o programa ter acabado, esta fórmula voltou a ser requisitada. "As pessoas estão mais receptivas também porque já não vêem este tipo de actuação na televisão". Em relação à rubrica "Partir o Coco", Paulo Baldaia espera, desde logo, "que as pessoas se riam". Depois, defendeu, e porque se trata de um programa transmitido a nível local, é certo que quem ouve estas rádios "são, normalmente, pessoas mais apaixonadas pelos cantores e por aquilo que ouvem".&lt;br /&gt;Depois destas entrevistas, abriram-se as cortinas e começou o espectáculo com críticas à TVI, que teve uma apresentadora do jornal Nacional que já trabalhou num circo. Rui Xará relembrou que, nessa altura, "Manuela Moura Guedes abria a boca para o leão meter a cabeça". Com humor, música e números de ginástica, a noite terminou em grande com uma actuação conjunta de Rui Xará e Paulo Baldaia. As cortinas fecharam-se cerca da 00h30 com os parabéns à Rádio Mar. No próximo ano, haverá mais. Até lá, ficamos consigo e com muito prazer!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20497327-116543222092442573?l=comedialusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comedialusa.blogspot.com/feeds/116543222092442573/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20497327&amp;postID=116543222092442573&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/116543222092442573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/116543222092442573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comedialusa.blogspot.com/2006/12/rui-xar.html' title='Rui Xará'/><author><name>kumedia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15476910737472364567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20497327.post-116526114634408799</id><published>2006-12-04T19:31:00.000Z</published><updated>2006-12-04T19:39:06.373Z</updated><title type='text'>Gato Fedorento VS Penim</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Um mês depois de O Gato Fedorento ter batido com a porta da SIC, o director da SIC Radical fala sobre o assunto. Numa altura em que no mercado televisivo se ventila a hipótese de Francisco Penim vir a ocupar um alto cargo executivo na SIC generalista, um dos homens em quem Balsemão mais confia aceitou falar ao DN sobre os dois casos que agitam Carnaxide. Uma entrevista prudente, feita de muitos silêncios...&lt;/strong&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Como se sente por ter perdido o Gato Fedorento?&lt;/strong&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;(pausa) Não quero falar sobre isso.  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Já se ouviram quase todas as partes ligadas ao processo. Só falta você falar...&lt;/strong&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;É um assunto interno da SIC, entre mim, o Manuel Fonseca e os Gatos e eu não faço mais comentários.  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Ao não fazer comentários, está a alimentar mais essa polémica...&lt;/strong&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Não vai adiantar nada, não vai mudar o desfecho das coisas.   &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Não quer alimentar guerras?&lt;/strong&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;(pausa) Sim, não vale a pena.  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Mas há alguma guerra para alimentar...&lt;/strong&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;(silêncio)  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;A sua versão não serviria para desanuviar o clima de intriga palaciana criada ao redor do caso?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Acho que não. Qualquer palavra minha sobre os Gatos pode ter uma segunda interpretação. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Os Gatos queixaram-se de não terem sido ouvidos quanto à exibição de episódios na SIC generalista.  As minhas responsabilidades não são perante a SIC generalista. E como director dos temáticos, digo-vos que os Gatos vão continuar no ar, enquanto os direitos permitirem.  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Mas não é a mesma coisa...&lt;/strong&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Não sei. Os Gatos tiveram zero por cento de audiência na sua estreia e hoje as repetições têm muito mais. E vou continuar a repeti-las. Tenho esses direitos e vou usá-los.  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Mesmo se os Gatos aparecerem num outro canal da concorrência?&lt;/strong&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Não tenho isso pensado, mas não vejo qualquer problema.  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Costuma dizer que é um treinador que gosta de falar com os seus jogadores sobre a táctica. Admite que a saída dos Gatos poderia ter sido evitada se o outro treinador tivesse a mesma lógica?&lt;/strong&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;(risos) Não vos vou responder a essa pergunta. Desculpem.  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Percebe que uma não resposta é uma espécie de consentimento?&lt;/strong&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Percebo (risos). Mas não digo mais nada sobre isso. Eu não tenho responsabilidades nesse campo.  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Esta entrevista é enigmática e o seu silêncio revelador. Tem consciência?&lt;/strong&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;(risos) O silêncio será interpretado da forma que as pessoas quiserem.  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;A sua relação com os Gatos era de amizade ou meramente profissional?&lt;/strong&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Sou amigo dos Gatos.  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Portanto, a relação com a SIC deriva de uma relação Gatos-Penim...&lt;/strong&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;(pausa) Eu lembro-me do dia em que os Gatos chegaram à SIC com uma mão à frente e outra atrás e me disseram "Eh, pá, vê lá se isso tem piada..." Não me esqueço.  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Porque é que achou relevante recordar esse episódio?&lt;/strong&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Porque não me esqueço disso.  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Mas no contexto dos seus silêncios, dizer isso agora pode ser entendido como um recado aos autores...&lt;/strong&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Eu não tenho que lhes mandar recados, porque ninguém se vai esquecer que o fenómeno Gato Fedorento acontece na SIC Radical.  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Ao passar episódios na SIC generalista, a empresa violou algum acordo?&lt;/strong&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Não. Contratos são contratos. E as pessoas têm de respeitar isso. Legalmente, a coisa podia ser feita.  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;E moralmente? Admite que tenha havido qualquer falha de comunicação?&lt;/strong&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;(pausa) As pessoas têm de viver com as atitudes que tomam. E a minha atitude é esta. O meu silêncio é muito importante neste caso.  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Tem esperança que os Gatos reconsiderem a sua posição?&lt;/strong&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Parece-me inevitável que as pessoas honrem as suas decisões. Eu não volto atrás com a minha palavra, ou seja, não quero falar mais sobre este assunto.   &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Admite, algum dia, vir a contar tudo o que lhe apetece dizer agora?&lt;/strong&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Eu não tenho resistência à mudança. Admito falar mais tarde.   &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Mas é porque ainda é cedo para falar ou porque o ambiente actual na SIC é propício a várias leituras?&lt;/strong&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Na minha vida profissional nunca liguei a rumores, nem alimentei boatos. Acho que todo este processo Gato Fedorento é absurdo. E eu não gosto de coisas absurdas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20497327-116526114634408799?l=comedialusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comedialusa.blogspot.com/feeds/116526114634408799/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20497327&amp;postID=116526114634408799&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/116526114634408799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/116526114634408799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comedialusa.blogspot.com/2006/12/gato-fedorento-vs-penim.html' title='Gato Fedorento VS Penim'/><author><name>kumedia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15476910737472364567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20497327.post-114909930512967745</id><published>2006-05-31T19:13:00.000+01:00</published><updated>2006-05-31T19:15:05.146+01:00</updated><title type='text'>Pedro Tochas</title><content type='html'>EOL - Acabas de chegar do estrangeiro. Como é que foi a experiência no ?Motion Fest? em Baltimore, nos EUA?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Tochas (PT) ? Foi a terceira vez que estive lá e foi espectacular porque tive a oportunidade de estar a trabalhar com performers do mundo inteiro. É, acima de tudo,  um workshop porque nos permite trocar ideias e conhecer outras pessoas do meio. Este evento é dedicado a testar material, a aprender como melhorar o nosso desempenho. O que nós fazemos é mostrar coisas que estamos a trabalhar para termos um feedback dos grandes profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; EOL - Como é que te defines a ti próprio? Actor, comediante, palhaço, malabarista? Onde é que fica o Pedro Santos no meio de tudo isto? &lt;br /&gt; PT ? Acima de tudo faço comédia. Gosto de fazer comédia, mas em vários estilos. Faço uns espectáculos para provocar a gargalhada, outros mais para fazer sorrir. Por exemplo, o Palhaço Tochas é um formato mais poético. Às vezes faço outras performances mais pela sua beleza plástica do que pelo texto ou por qualquer outro conteúdo. O meu objectivo é criar.&lt;br /&gt;No meio de tudo isto o Pedro Santos desapareceu. Agora é o Pedro Tochas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EOL - Como está ser esta nova experiência da participação no programa ?Vais ou ficas?? na RTP 1? &lt;br /&gt;PT ? É muito interessante. É um programa sobre viagens com o objectivo de ser engraçado e bem-disposto, mas sem guião, o que para mim foi um desafio enorme. O programa é da minha autoria e do Ivan Dias. Tentamos mostrar o nosso país de uma maneira mais divertida porque já há muitos programas a fazer isso de um modo mais formal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EOL - Achas que se insere num provável conceito de ?serviço público de televisão?? &lt;br /&gt;PT ? Acho que sim. Estamos a tentar mostrar que há muitas coisas boas que se podem ver e fazer. O serviço público não é só o que se faz mas como se faz. E há certas coisas para as quais temos que cativar as pessoas sem ser de uma forma maçuda ou chata. Por exemplo, em Inglaterra foram realizados vários programas de viagens apresentados por elementos do programa de humor, Monty Python .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; EOL - E a experiência no programa de rádio ?Planeta T? na Mega FM?&lt;br /&gt; PT ? Está a ser muito giro. É um formato diferente em que eu telefono para as pessoas para as animar. Digo-lhes: Olá, tudo bem! És o maior!.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; EOL - Este espectáculo ?Lado B? é apresentado como um dos mais autobiográficos da tua carreira. Usas as tuas experiências positivas e negativas como inspiração?&lt;br /&gt; PT ? Sim, embora algumas dessas situações sejam um bocado teatralizadas. As coisas não aconteceram bem assim. Mas, muitas vezes, escrevo com base nas minhas experiências, naquilo que observo, naquilo que vou vivendo nos meus espectáculos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EOL - Porquê a opção de levar este espectáculo por vários locais do país? Será pela possibilidade de teres um maior contacto com os diversos públicos?  &lt;br /&gt;PT ? Sim, aquilo que eu gosto é de fazer espectáculos. E tenho a noção de que não consigo estar eternamente em cena com um espectáculo em Lisboa. Além disso, há outras pessoas que não me podem ir ver a Lisboa, e então há que andar pelo país inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EOL - Consideras que os actuais programas de televisão com formato de stand-up comedy seguem o verdadeiro espírito desta arte? &lt;br /&gt;PT ? Para mim o stand-up comedy é comédia de autor. Quando eu vejo contar anedotas que nós todos já conhecemos, algumas delas retiradas da internet,  isso faz-me um bocado de confusão porque acho que não ajuda este tipo de espectáculos a evoluir. Se uma pessoa vai buscar piadas à internet ou a livros, isso para mim não é nada. Eu gosto é de comédia de autor,  na qual as pessoas contam histórias que elas próprias escreveram e na qual mostram a sua própria visão do mundo. Há espaço para ambos os estilos mas é importante distinguir entre aqueles que criam e escrevem e aqueles que se limitam a recontar textos que apanham por aí. Mas o pior nem é para mim, mas para as novas gerações de comediantes, porque acabam por ver o seu trabalho confundido com palavrões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; EOL - Achas que a campanha da água Frize foi a rampa de lançamento que a tua carreira precisava?&lt;br /&gt; PT ? Pelo menos fiquei conhecido. Posso ter ficado com uma má imagem devido ao facto das pessoas pensarem que o meu trabalho se limitou a fazer aquilo. Mas a minha carreira não começou agora, já cá ando há 12 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; EOL - Os textos eram teus?&lt;br /&gt; PT - Os textos dessa campanha foram de minha autoria. Foi tudo improvisado, durante uma tarde, com base em conceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; EOL - Poderá a comédia, abordando os nossos ?fantasmas nacionais e individuais?, ser uma espécie de remédio para a depressão que o país actualmente vive?&lt;br /&gt; PT ? A comédia ajuda a libertar. As pessoas que assistem aos meus espectáculos saem mais leves e, se calhar, um bocado doridas do maxilar de tanto rir [risos]. Acima de tudo, a comédia mostra que somos iguais, que existem pessoas a pensar da mesma maneira que nós e a rir das mesmas situações. Temos é que encarar as coisas pelo lado positivo e com graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; EOL - O que é que te faz rir?&lt;br /&gt; PT ? Rio-me com boa comédia, mas principalmente com comédia original. Estar a ver uma pessoa a repetir coisas que eu já conheço deixa-me logo de pé atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EOL ? E projectos futuros?&lt;br /&gt; PT ? Quero continuar com os meus espectáculos pelo mundo inteiro. Gosto de viajar e assim junto o útil ao agradável. Estou também a preparar um espectáculo novo que estará pronto daqui a seis ou sete meses.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20497327-114909930512967745?l=comedialusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comedialusa.blogspot.com/feeds/114909930512967745/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20497327&amp;postID=114909930512967745&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/114909930512967745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/114909930512967745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comedialusa.blogspot.com/2006/05/pedro-tochas.html' title='Pedro Tochas'/><author><name>kumedia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15476910737472364567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20497327.post-114178044504230350</id><published>2006-03-08T01:12:00.000Z</published><updated>2006-03-08T01:14:05.056Z</updated><title type='text'>Nuno Costa Santos</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Nuno Costa Santos, humorista das Produções Fictícias, em entrevista para a ESTA, no âmbito do ´04 Encontro de Comunicação, afirma que ?o humor não é um género jornalístico, mas há jornalistas que utilizam o humor?.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;?Hoje em dia é tão difícil fazer humor como antigamente?, afirma Nuno Costa Santos. A realidade é bastante divertida e isto pode ser complicado, se essa realidade for mais divertida do que o olhar que o humorista lança sobre ela. Segundo Nuno Costa Santos o Governo de Santana Lopes era um concorrente às piadas dos humoristas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;?Torna-se complicado escrever textos humorísticos para diferentes áreas e para diferentes autores todos os dias?, não só porque fazer humor é uma coisa séria, angustiante e que exerce uma pressão constante, mas porque é gratificante e estimulante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Nuno Costa Santos em humor não há temas ?tabu?, é importante que o humor foque coisas sérias, dependendo depois da sensibilidade do público. O humorista conta que tenta ?sempre reagir quando querem pôr limites ao humor?, pois para ele o mais importante é o sítio onde se está a dizer e a ocasião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas já perceberam que o humor é uma coisa séria e ao mesmo tempo não deve ser levado a sério. Para o representante das Produções Fictícias, as pessoas estão a ficar habituadas e mais receptivas ao humor, ?estão a ter maturidade democrática, pois os portugueses têm visto o humor como uma forma de terapia para os seus males e preocupações?.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         ?Acredito que o humor não é um género jornalístico, mas há jornalistas que utilizam o humor. É bom que o jornalismo tenha humor?.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20497327-114178044504230350?l=comedialusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comedialusa.blogspot.com/feeds/114178044504230350/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20497327&amp;postID=114178044504230350&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/114178044504230350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/114178044504230350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comedialusa.blogspot.com/2006/03/nuno-costa-santos.html' title='Nuno Costa Santos'/><author><name>kumedia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15476910737472364567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20497327.post-114135804763110080</id><published>2006-03-03T03:52:00.000Z</published><updated>2006-03-03T03:54:07.643Z</updated><title type='text'>Este vem do Brasil</title><content type='html'>A comemorar 43 anos de carreira, o humorista Jô Soares continua a somar êxitos e pode ser visitado de segunda a sábado, a partir das 23h00, no GNT, onde conduz entrevistas sempre divertidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Eugênio Soares ? de nome artístico Jô Soares, ou então ?O Gordo?, como ficou conhecido em Portugal ? nasceu em 1938 no Rio de Janeiro. Deu o salto para a fama ainda jovem, aos 20 anos, quando se estreou ? com o pé direito ? no filme de Carlos Manga, ?O Homem do Sputnik?. Nesse mesmo ano fez as suas primeiras aparições na TV Rio com os programas ?Noite de Gala? e ?TV Mistério?, ao lado de Tônia Carrero, Paulo Autran e Adolfo Celi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menos de um ano depois, começou a escrever e a actuar em programas humorísticos na TV-Continental e a fazer participações no ?Grande Teatro? da TV-Tupi com o Grupo dos Sete, encabeçado por Fernanda Montenegro, Ítalo Rossi, Sérgio Brito e Aldo de Maia. Na mesma altura, subiu ao palco numa peça de Ariano Suassuna, ?A Compadecida?.&lt;br /&gt; Seguiram-se ?Passeio sob o Arco-Íris?, de Guilherme Figueredo; ?Oscar?, de Claude Magnier; ?Os Rinocerontes?, de Yonesco; ?O Casamento do Sr. Mississipi?, de Dürrenmatt; ?Os 30 Milhões do Americano?, de Gladiator Labiche; e ?Tudo no Escuro?, de Peter Schaffer.&lt;br /&gt;Na década de 60, Jô Soares fez parte da equipa da TV Record.&lt;br /&gt;Nesse período trabalhou como comediante e autor de diversos programas como ?La Revue Chic?, ?Jô Show?, ?Praça da Alegria? e ?Quadra de Azes?.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1970, Jô Soares foi contratado pela Rede Globo e foi já nesse mesmo ano que arrancou com o programa ?Faça Humor Não Faça Guerra?, em que Jô dividia a redacção com Renato Corte Real, Max Nunes, Geraldo Alves, Hugo Bidet e Haroldo Barbosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi preciso esperar pela década de 80 para Jô Soares conquistar o público português com o seu inesquecível ?Viva o Gordo?, que estreou na Rede Globo em Março de 1981 e se manteve no ar durante seis anos consecutivos.&lt;br /&gt;O programa tinha direcção de Cecil Thiré e era escrito por Max Nunes, Hilton Marques, Afonso Brandão e José Mauro. Ao lado de Jô Soares, Brandão Filho, Célia Biar, Eliezer Motta, Henriqueta Brieba e Wellington Botelho faziam rir às gargalhadas milhões de telespectadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não se lembra do Capitão Gay, um super-herói inspirado nas histórias de quadradinhos, e da sua famosa deixa: ?Cansei!?. A personagem, sempre vestida de côr-de-rosa e enfeitada de estrelinhas brilhantes, solucionava os problemas que ?nenhum homem e nenhuma mulher podiam resolver?.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirando ainda partido do quotidiano, Jô criou uma gigantesca galeria de personagens: ?Foram tantos os papéis que interpretei e criei, desde o início da minha carreira na televisão, que quando ultrapassei a marca dos cem parei de contar?, confessou o humorista, em entrevista à Globo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20497327-114135804763110080?l=comedialusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comedialusa.blogspot.com/feeds/114135804763110080/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20497327&amp;postID=114135804763110080&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/114135804763110080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/114135804763110080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comedialusa.blogspot.com/2006/03/este-vem-do-brasil.html' title='Este vem do Brasil'/><author><name>kumedia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15476910737472364567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20497327.post-114089640898309115</id><published>2006-02-25T19:37:00.000Z</published><updated>2006-02-25T19:40:14.043Z</updated><title type='text'>Musica com Humor</title><content type='html'>São conhecidos sobretudo da televisão e agora ensaiam os primeiros passos no mundo musical. Maria de Vasconcelos e Marco Horácio lançam, já nas primeiras semanas de Dezembro, os seus álbuns de estreia, em vertentes bem distintas ? baladas e fado humorístico, respectivamente.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.investec.pt/internet" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Maria, popular pelo programa ?Companhia dos Animais?, da RTP, e pelos programas de rádio e a rubrica ?O Homem que Mordeu o Cão?, já não é novata nestas andanças. Mas agora torna-se público que a menina bonita da rádio e televisão também canta baladas neste seu ?Era Uma Vez...?&lt;br /&gt;?É uma orquestração muito diferente. A música é calma, mais ao estilo das baladas?, antecipa a cantora, que se diz ?ansiosa? mas ?despreocupada? com a estreia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marco Horácio tem expectativas bem definidas. ?Quero ajudar a recuperar o fado humorístico e atrair mais jovens para este género musical, que é bem português?, disse ao CM. ?Grandes Êxitos de Rouxinol Faduncho? é ?uma parceria entre o Rouxinol e o Marco Horácio, autor das letras?, e traz dois temas já interpretados no ?Levanta-te e Ri?.&lt;br /&gt;Os restantes são originais e o disco inclui ainda um fado remixado pelo DJ italiano Paki Palmieri e uma entrevista de Júlio Isidro ao ?fadista?.&lt;br /&gt;Depois do lançamento dos CD, seguem-se os espectáculos ao vivo. Marco tem já agendada a gala de apresentação do CD, no dia 1, na Casa do Alentejo, em Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a Maria, concertos só mais tarde. A apresentadora está grávida, a segunda filha nasce em Abril. Até lá, tempo ainda para as aulas que lecciona na Faculdade de Ciências Médicas e para as consultas de psiquiatria. ??Era Uma Vez ? é um álbum de histórias, de relações, de amores?, descreve a autora e intérprete.&lt;br /&gt;?E de um outro amor?, escrito no tema da autoria de Pedro Ribeiro, dedicado à filha de Maria, Matilde, de 19 meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GRANDES ÊXITOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marco nasceu na Alemanha há 31 anos, viveu a adolescência em Vieira de Leiria e, aos 19 anos, rumou a Lisboa para o Conservatório. Fez teatro e, em 96, estreou-se na TV com a ?Pensão Estrela? (SIC). Fez telefilmes e, desde há mais de dois anos, conduz o ?Levanta-te e Ri?, na SIC, com uma curta pausa pelo meio.&lt;br /&gt;Agora, lança este CD de ?fadunchos?, com uma participação de Júlio Isidro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ERA UMA VEZ...Aos 34 anos, Maria levou a vida de guitarra na mão. Depois dos bares, ainda ?teenager?, experimentou a TV e a rádio. Na RTP, apresentou ?Companhia dos Animais? e o ?Guia Dia-a-Dia?. Na rádio, passou pela Comercial e BestRock. Com Pedro Ribeiro e Nuno Markl subiu aos palcos com ?O Homem que Mordeu o Cão?. Agora estreia ?Era Uma Vez ?, um álbum com letras suas e uma participação de Pedro Ribeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20497327-114089640898309115?l=comedialusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comedialusa.blogspot.com/feeds/114089640898309115/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20497327&amp;postID=114089640898309115&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/114089640898309115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/114089640898309115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comedialusa.blogspot.com/2006/02/musica-com-humor.html' title='Musica com Humor'/><author><name>kumedia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15476910737472364567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20497327.post-114057830979717039</id><published>2006-02-22T03:13:00.000Z</published><updated>2006-02-22T03:18:30.856Z</updated><title type='text'>Nuno Markl</title><content type='html'>ENTREVISTA A NUNO MARKL:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nuno Markl é actualmente uma referência incontornável no panorama humorístico nacional. Apesar do seu trabalho destacado na rádio, mais propriamente no programa O Homem Que Mordeu O Cão, é também um fervoroso cinéfilo.É sob esta condição que o Royale With Cheese tem o prazer e a honra de publicar uma entrevista com Nuno Markl.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Royale With Cheese? A sua exposição mediática revelou desde logo uma faceta sua muito forte: a de cinéfilo. É apenas um hobby, ou é uma paixão para ter em conta num futuro próximo? É sabido que, em tempos, propôs mesmo uma parceria como guionista, ao Sá Leão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nuno Markl- Acima de tudo é um ?hobby?. Eu vou alimentando o sonho de, algum dia, escrever o argumento de um filme, mas temos de ser realistas: isto é Portugal. Digamos que não é das coisas mais fáceis de conseguir, fazer uma longa-metragem e estreá-la. Por isso, não tenho nunca as minhas expectativas muito elevadas, mas também não baixo os braços. Vou arrumando as minhas ideias e esboços numa pastinha do meu fiel iMac, e um dia logo se vê. Quanto à história com o Sá Leão, acho que há muita gente que acha que sou eu a inventar, mas a verdade é que, numa vez que fui às ?Noites Marcianas? da SIC, propus mesmo ao tipo escrever um filme pornográfico para ele produzir. A minha ideia era criar o primeiro filme pornográfico português com história e com genuínas inquietações existenciais. Acho que ele não levou a sério. E entretanto também deixou de fazer pornografia, por isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RWC? Se lhe dessem a possibilidade de realizar ?O? seu filme, com recursos ilimitados, o que iríamos ter ocasião de ver nas salas de cinema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NM- Neste momento, apetecia-me fazer um falso documentário na onda das coisas que o Christopher Guest faz. Uma coisa muito ?This is Spinal Tap?. Este país é riquíssimo em fenómenos que mereciam uma abordagem assim. Tenho algumas ideias para isso. Pode ser que um dia aconteça. Vou confessar o meu projecto-fetiche: adorava pegar na série Zé Gato e fazer um "Zé Gato: The Movie"! A sério. Os americanos pegam nas séries de televisão clássicas deles, como "Os Anjos de Charlie" ou o "Starsky &amp; Hutch" e transformam-nos em ?blockbusters?. Eu acho que o nosso Zé Gato dava um excelente ?blockbuster? nacional. E outro dia em conversa com o Rui Pedro Tendinha até chegámos à conclusão que o Marco Horácio dava um excelente Zé Gato contemporâneo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RWC? O cinema internacional parece atravessar uma crise de imaginação geral. A grande maioria dos filmes que nos chegam aos escaparates são, na generalidade, remakes, sequelas, prequelas e adaptações de jogos de computador e de banda-desenhada. Que comentário tem a fazer acerca desta situação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NM- Não sei se há assim uma crise de imaginação tão grande... Acho, sinceramente, que as coisas já estiveram pior. Veja-se os grandes filmes que estrearam este ano: "O Despertar da Mente", do Michel Gondry; o "American Splendor", "A Vila", do Shyamalan, o "Big Fish", do Tim Burton... É claro que continua a haver muitos "Van Helsings" mas, por exemplo, e pegando nas adaptações de super-heróis a BD, tivemos o excelente "Homem-Aranha 2", onde eu vi, como nunca, o Sam Raimi fazer uso, num filme de grande orçamento, da imaginação delirante dos seus primeiros filmes de série B, como a trilogia "Evil Dead". Como fã de banda desenhada, discordo que se inclua as adaptações de BD entre as eventuais provas de que Hollywood está em crise. Se se adaptam romances, não vejo por que se deva deixar de adaptar obras de BD a cinema. E estou com grande expectativa para ver o que o Paul Greengrass vai fazer do "Watchmen". Aliás, o Paul Greengrass protagonizou uma das provas de que o cinema comercial americano ainda tem surpresas na manga: eu achei que o trabalho dele no Supremacia foi magnífico. A ideia de filmar um ?blockbuster? de acção inteiramente com ?câmara ao ombro? é um achado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RWC? Esta situação tem-se traduzido numa crescente falange de heróis e personagens de culto, tanto de videojogos, como de BD?s, que têm sido arruinados na tela. Na sua opinião, quais foram as melhores adaptações até à data, dentro deste campo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NM- Como já disse, acho os dois "Homem-Aranha" do Raimi adaptações muito bem feitas. Sobretudo o segundo filme. Num registo mais profundo e sério, adoro o que o Tim Burton fez nos dois primeiros "Batman". Mas a melhor adaptação de sempre de uma BD a cinema, para mim, é bem capaz de ser o "American Splendor", que estreou este ano. Está lá todo o espírito da obra do Harvey Pekar, sem deixar de ser cinema e do mais imaginativo e estimulante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RWC? O cinema português assiste actualmente a uma agitação fora do comum, quer nas produções independentes, quer nos novos actores que começam a despontar. O que acha das novas promessas do cinema português, quer na área da realização, quer na da interpretação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NM- Tem sido uma luta tremenda, conseguir fazer filmes que cheguem ao público e que não sejam produtos ?pimba?, mas acho que ainda falta um equilíbrio. Há nomes em que eu aposto muito no que toca a uma renovação do cinema português e um deles é o Tiago Guedes. Pelo que tenho sabido do novo filme dele, eu acho que pode vir a ser uma grande e boa surpresa no cinema nacional. Mas de um modo geral, este país tem funcionado muito à base do 8 ou 80, salvo raras excepções: ou se fazem filmes ultra-herméticos ou se fazem coisas descaradamente comercialonas como o "Portugal S.A.". Nunca me hei-de esquecer da maneira como esse filme foi promovido: ?SEXO! POLÍTICA! ESCÂNDALO!?. O que era aquilo? Foi uma maneira muito saloia de promover um filme. Recentemente, admirei muito o espírito de iniciativa do Filipe Melo para que o seu pequeno filme de zombies ficasse feito, o "I?ll See You In My Dreams". Acho que o futuro de parte do cinema português passa por estas pessoas. Não defendo que deixem de existir os filmes mais herméticos e difíceis. Acho estimulante que existam e que sejam vistos. Penso é que não deveriam constituir a maior fatia da produção nacional de cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RWC? É também do conhecimento geral que a sua DVDteca é de larga escala. Nunca pensou em recorrer à pirataria (se é que não o faz já), uma vez que pode vir a correr o risco de ser expulso de casa, por parte da sua mulher?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NM- Nunca fui pirata no que toca aos filmes! Confesso que já saquei umas musiquinhas da Internet (só coisas raras!), mas faz-me confusão a popularidade da pirataria de filmes, naquelas cópias ranhosas feitas por uns imbecis que levam câmaras de video para as salas de cinema. Eu falo com pessoas que só vêem cinema assim. Fico pasmado. Deixaram de ir ao cinema. Viram a esquina e compram as últimas estreias a uns tipos que andam a vender DVDs na rua. Depois vêm dizer-me que já viram o "I Robot", o "Colateral"... Eu acho que ver cinema assim não é ver cinema. Como é que conseguem ver filmes nessas condições, tudo desfocado, inaudível, a imagem incompleta, pedaços inteiros de filme a faltar? Quanto à minha colecção de DVDs é, de facto, gigantesca. A sorte é que a minha mulher também é cinéfila, embora sejam evidentes os problemas de espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RWC? A sua cultura cinéfila abrange largamente, que referências? E não vale mencionar só os Monty Phyton?s.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NM- Os Monty Python fazem mais parte das minhas referências de humorista. Se bem que um dos Python, o Terry Gilliam, faz parte daquilo que eu acho que o cinema deve ser. Ele não faz concessões, faz filmes inimitáveis e impossíveis de catalogar (isto quando consegue, de facto, terminá-los, que o homem tem um azar tremendo). Mas há muitos mais: o Tim Burton, os Coen, o Scorsese, clássicos como o Sergio Leone, o Hitchcock ou o Kubrick... Muita gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RWC? Habituamo-nos a ver também o Nuno Markl envolvido em algumas das mais fantásticas séries da televisão portuguesa, quer por trás das câmaras, como escritor, quer como narrador (estou a referir-me, claro, ao memorável "Paraíso Filmes"). Em que projectos podemos ve-lo num futuro próximo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NM- O país está mau para ?sitcoms?. Uma série como a "Paraíso Filmes", hoje em dia, não seria aceite em canal de televisão nenhum. Talvez só nos canais dirigidos pelo Francisco Penim, mas nunca haveria muito dinheiro para fazer as coisas. Mesmo na altura em que fizemos a "Paraíso Filmes", eu tenho a sensação de que a pessoa que aprovou o projecto, na RTP, devia estar sob o efeito de uma substância qualquer ilícita, porque a sensação que deu foi que, assim que os episódios começaram a passar, eles pensaram: ?Oh meu Deus, o que fizemos?? e por isso resolveram atirar com eles para as tantas da madrugada (e acabaram por não passar a série inteira). Neste momento ando a trabalhar num projecto que não faço a mínima ideia se vai ser aceite e se será feito, mas no qual o Francisco Penim mostrou interesse: a adaptação do meu ?cartoon? do Inimigo Público e da minha rubrica da Antena 3, "Há Vida em Markl" a uma ?sitcom? de câmara ao ombro, em tom de reportagem, um bocado como o que o Larry David faz no "Curb Your Enthusiasm". Vou passar 2005 a trabalhar nisso e em dois outros projectos de longa-metragem que não sei se darão origem a filmes ou telefilmes. É mais provável a segunda hipótese. Como já disse, filmes para cinema é sempre mais complicado de verem a luz do dia, em Portugal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RWC ? Passemos agora, antes de terminar, a um conjunto de perguntas de resposta directa:?O? filme da sua vida? (pronto, é melhor serem os filmes da sua vida)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NM- Vou só dizer um, porque, vistas bem as coisas, é a ele que todos os meus caminhos vão dar: "Dr. Strangelove", do Stanley Kubrick.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RWC- Um actor? E uma atriz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NM- Peter Sellers é O actor. No que toca a actrizes, tenho um certo fraquinho pela Patricia Arquette.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RWC- ?O? filme de humor? E um de terror? E um filme xunga?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NM- Humor: "A Vida de Brian". Terror: "The Haunting" (mas a versão velhinha, do Robert Wise, não aquela coisa obscena feita há uns anos pelo Jan de Bont!). Filme xunga: "Forbidden Zone", de Richard Elfman. É um delírio maravilhoso com um imaginário algures entre o Fellini e a Revista Gina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RWC- A melhor música de um filme?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NM- No que toca aos clássicos, "Vertigo" e "North By Northwest", de Bernard Herrmann, são geniais. Bem como o "Once Upon a Time in the West", do Ennio Morricone. Mais recentemente, amo o que o Danny Elfman fez no "Eduardo Mãos-de-Tesoura" e no "Estranho Mundo de Jack".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RWC- Uma cena marcante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NM- Aquele momento perto do fim do "Blade Runner", com o Rutger Hauer e o Harrison Ford no terraço do prédio. ?Time... to die?. Genial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RWC- Um filme para esquecer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NM- De vez em quando lá aparecem uns... Até mais do que ?de vez em quando?, mas eu cada vez sou mais selectivo nos filmes que vou ver ao cinema. Não tenho tempo a perder com filmes que são, previsivelmente, valentes estopadas. Mas, para dar um exemplo recente, achei o "Van Helsing" o que de pior Hollywood tem para oferecer, hoje em dia. E o mais obsceno foi a colagem aos filmes clássicos de monstros da Universal. A Universal reeditou os seus clássicos de monstros em DVDs com capas com a estética dos posters do Van Helsing e com uns documentários promocionais do Van Helsing lá metidos a martelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RWC- Já chorou por causa de um filme? (quer pelos bons, quer pelos maus motivos?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NM- Chorar só chorei em filmes por bons motivos. Às vezes acontece. Pelo menos o famoso ?nó na garganta?. Aconteceu recentemente com o "Finding Neverland", que vi em Londres. O filme não é uma obra-prima, mas é muito tocante na sua simplicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RWC- Muito obrigado pelo tempo dispendido e felicidades para o futuro e para os seus projectos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20497327-114057830979717039?l=comedialusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comedialusa.blogspot.com/feeds/114057830979717039/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20497327&amp;postID=114057830979717039&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/114057830979717039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/114057830979717039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comedialusa.blogspot.com/2006/02/nuno-markl.html' title='Nuno Markl'/><author><name>kumedia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15476910737472364567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20497327.post-113866682183848760</id><published>2006-01-31T00:16:00.000Z</published><updated>2006-01-31T00:20:21.860Z</updated><title type='text'>Ricardo Araujo Pereira</title><content type='html'>Urbi @ Orbi ? Do jornalismo à comédia, como é que foi este trajecto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo Araújo Pereira ? Eu não creio bem que se possa dizer que foi do jornalismo à comédia porque, embora eu tenha feito comunicação social, apercebi-me cedo que não queria ser jornalista, pelo menos no sentido estrito. O jornalismo que eu acabei por fazer durante algum tempo foi um jornalismo particular, foi no ?Jornal de Letras?, é um jornalismo cultural sobre livros, escritores, pintores, temas que me interessam. Tive uma má experiência anterior de um jornalismo mais geral relacionado com aquelas coisas do costume, como ir atrás do Cavaco, não sei para onde, para saber o que é que ele pensa. Então, não chegou a ser bem isso, porque quando acabei a faculdade fiz o estágio no ?Jornal de Letras? e mais ou menos ao mesmo tempo recebi um convite das Produções Fictícias para trabalhar lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U@O ? E aí era mais aquilo que gostavas?&lt;br /&gt;R.A.P. ? Sim. Eu sabia que gostaria de escrever, mas é difícil viver da escrita, embora se possa dizer que os jornalistas vivem da escrita, mas um escritor a conseguir viver da escrita não são muitos em Portugal que o consigam fazer. No entanto, é possível viver da escrita humorística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U@O ? Essa opção pelo jornalismo cultural, era já a pensar que poderias desenvolver uma escrita mais criativa, não tão limitada àquelas regras do jornalismo normal?&lt;br /&gt;R.A.P. ? De facto essa vertente do jornalismo permitia-me escrever de outra maneira, mas confesso que era mais motivada pelo facto de o outro tipo de jornalismo mais convencional ser menos interessante para mim, ao contrário do tipo de jornalismo no ?Jornal de Letras?.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U@O ? Como é que começou o ?Gato Fedorento??&lt;br /&gt;R.A.P. ? O ?Gato Fedorento? enquanto programa de televisão teve origem nuns pequenos sketches que o Zé Diogo Quintela e eu fazíamos no programa ?O Perfeito Anormal?. Houve uma altura em que o Fernando Alvim, autor do programa, nos convidou para fazer uns sketches porque tinha visto um espectáculo nosso de stand up. Eram coisas que basicamente não tinham rigorosamente nada a ver uma com a outra, mas o Alvim é um tipo meio maluco e fizemos os sketches dentro desse programa, que tiveram algum êxito, pelo que os directores da ?SIC Radical? nos convidaram para fazer um programa de sketches autónomo. Nessa altura o Zé Diogo e eu achámos que era óbvio que íamos fazer um programa com o Miguel e o Tiago, que eram nossos amigos e colegas de trabalho, com os quais nós já tínhamos um sonho antigo de fazer uma coisa destas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U@O ? Mas já tinham o blog com o mesmo nome. Houve alguma continuidade do blog para o programa televisivo?&lt;br /&gt;R.A.P. ? Tirando o nome e os autores não há muita continuidade. O blog trata muito de coisas da actualidade e isso foi coisa que nunca tivemos no ?Gato Fedorento? porque as ligações à realidade eram menos importantes para nós. Nós fizemos parte da equipa que escreveu o ?Programa da Maria? e esse programa visto hoje tem tantas referências a uma actualidade comezinha daquela altura, que tinha a ver com as personagens do ?Big Brother?, por exemplo. Coisas que actualmente já não nos lembramos, que podia ter interesse fazer piadas com aquilo, mas hoje em dia já não fazem sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U@O ? Tens consciência que o ?Gato Fedorento? começa a ganhar um destaque histórico na comédia nacional. Como é que encaras isso?&lt;br /&gt;R.A.P. ? Nós ainda não tivemos muito tempo para pensar nisso, nem sequer para nos apercebermos disso porque vivemos no nosso pequeno mundo. Eu confesso que não saio muito de casa, trabalho muito em casa e não tenho muito oportunidade de constatar essa repercussão, embora saiba que ela existe. Mas não temos muito tempo para pensar nisso, nem sequer conseguimos muito bem ter a noção do que é que tal coisa significa. No outro dia estava uma pessoa a dizer-me que nós íamos ser uma espécie de ?Abelha Maia? das pessoas desta geração, no sentido em que daqui a dez anos as pessoas vão dizer ? ?houve lá lembras-te de uma coisa que havia há uns anos que era o Gato Fedorento, uns gajos que diziam ah e tal? ?, se isso acontecer é muito lisonjeiro para nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U@O ? E na rua, como é que és tratado?&lt;br /&gt;R.A.P. ? Para mim, que sou um bocado tímido, é um bocado embaraçoso, mas as pessoas são sempre simpáticas e não custa nada, antes pelo contrário. Apesar de ser uma coisa intensa e, às vezes, pode calhar não estar particularmente bem disposto ou ir com pressa, mas a perspectiva sobre isso é as pessoas não têm culpa que eu esteja mal disposto, ou vá com pressa, ou ser a 17ª pessoa que me pede um autógrafo hoje. Eu tenho que a tratar como se fosse a primeira, porque não há razão nenhuma para a tratar mal. Mas nem sequer tenho de que me queixar porque nunca me trataram de uma maneira desagradável, muito pelo contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U@O ? De onde é que vem tanta imaginação, onde é que se inspiram?&lt;br /&gt;R.A.P. ? O programa é muito sobre coisas do dia a dia. Eu acho que uma das razões porque as pessoas se relacionam com o programa é porque ele fala das coisas da vida de todos os dias, dos políticos em geral, dos jornalistas, das pessoas que estão na rua, do discurso das pessoas. Sobretudo o que nos interessa é a linguagem, o discurso das pessoas é muito interessante porque revela muito para além daquilo do que as pessoas estão a dizer, outras esconde ou tenta esconder, e com essa tentativa também revela outras coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U@O ? Vocês quatro já trabalham há algum tempo juntos, como é a vossa relação?&lt;br /&gt;R.A.P. ? É óptima e seria insuportável se assim não fosse porque temos que passar muito tempo juntos. Agora todos os fins-de-semana temos estado fora e estar fora de casa com as mesmas três pessoas, se não houver de facto uma relação boa é insuportável. Andamos imenso de um lado para o outro e não nos queixamos de nada, tem sido muito divertido fazer isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U@O ? Com certeza também têm alguns desacatos?&lt;br /&gt;R.A.P. ? Nós até costumamos integrar esses desacatos no nosso trabalho. Justamente porque a relação é saudável é possível haver desacatos. Só quando uma relação não aguenta desacatos é que as pessoas os tentam evitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U@O ? Porquê os Fonsecas e os Meireles?&lt;br /&gt;R.A.P. ? Boa pergunta. O facto de as personagens partilharem o mesmo nome deve-se ao seguinte: quando se está a escrever um sketch, uma das principais dificuldades que tivemos era dar um nome a uma personagem, porque se ele é pintor não vamos dizer ? ?ó senhor pintor? ? porque é uma coisa um bocado infantil. Supondo que estamos a fazer um sketch sobre um pintor, podemos chamar-lhe José Trincha porque para pintar usa pincel, o que não é muito engraçado e dá muito trabalho a inventar. Outra hipótese é chamar uma coisa do género João Gonçalves, mas chamar a um João Gonçalves e a outro José Quintela pode levar as pessoas a pensar ? ?será que este Quintela tem a ver com outro Quintela que era pintor??. Isto pode gerar ruído no sketch, o que não nos interessa, pois queremos que a atenção das pessoas esteja focalizada naquilo que está a acontecer. Também optámos por fazer o mesmo nome porque a repetição tem um potencial cómico, pelo facto de as personagens terem o mesmo apelido e às vezes no mesmo sketch estarem todas a tratarem-se pelo mesmo nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U@O ? Isso também permite ao público uma memorização?&lt;br /&gt;R.A.P. ? Isso é verdade. Quando fizemos isso não foi com essa intenção, mas de facto as pessoas viam os Fonsecas ou os Meireles, e o facto de o apelido ser comum ajudou a popularizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U@O ? Quais são as tuas referências em termos humorísticos?&lt;br /&gt;R.A.P. ? A referência portuguesa principal é o Herman. Depois nos sketches, os Monty Pyton continuam a ser insuperáveis. O Rowan Atkinson, mais conhecido por Mister Bean, os Smith and Jones e também o Big Train, uma série que passou há pouco tempo em Portugal, são muito bons, mas também esses têm referência dos Monty Pyton. Depois na escrita, o Woody Allen, o Mark Twain, o Miguel Esteves Cardoso, mesmo o Camilo Castelo Branco e o Eça de Queirós têm páginas com uma grande qualidade humorística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U@O ? Qual é o tipo de sketches que te dá mais gozo fazer?&lt;br /&gt;R.A.P. ? É difícil falar em tipo de sketches porque nós não repetimos personagens, o ?gajo de Alfama? ou o ?homem a que aconteceu não sei quê? apareceram uma vez e nunca mais voltaram. Um dos que nos deu mais gozo fazer foi o ?gajo de Alfama? porque nós riamo-nos a meio e isso faz daquilo uma coisa muito divertida porque o facto de não nos podermos rir ainda dá mais vontade de o fazer. É difícil manter a compostura e quando isso acontece torna-se ainda mais divertido do que já é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U@O ? Muitos dos vossos sketches tratam situações de jornalismo, qual a razão para isso?&lt;br /&gt;R.A.P. ? Porque é um meio muito forte e acessível às pessoas. O trabalho dos pedreiros, por exemplo, não está à disposição das pessoas do mesmo modo e intensidade como o trabalho dos jornalistas, uma vez que é um trabalho público. Depois cada profissão tem o seu tipo de discurso e o discurso dos jornalistas é interessante e tem um potencial humorístico, até porque é aliciante desmontá-lo, assim como o dos políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U@O ? Quais são os temas que preferes?&lt;br /&gt;R.A.P. ? É difícil de dizer porque nós não partimos para os sketches por tema. Há uma ideia que nos ocorre e é engraçada e depois constatamos que ela se insere num determinado tema, mas à partida esse nunca foi o nosso objectivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U@O ? Qual é o objectivo do vosso humor?&lt;br /&gt;R.A.P. ? O nosso primeiro objectivo é fazer rir. Aparentemente conseguimos mais algumas coisas além disso, o que nos agrada imenso, mas por muito que isso me agrade nós não nos sentimos com uma função social. Como não tentamos fazer rir com palavrões ou escatologia e as nossas obsessões não são desse nível, é possível que além de fazer rir aquilo contribua para mais qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U@O ?E esse qualquer coisa está nos planos ou é uma consequência?&lt;br /&gt;R.A.P. ? É uma consequência. Só está nos nossos planos na medida em que as pessoas que estão a fazer aquilo somos nós, ou seja, quem está a fazer o humor são pessoas cujas preocupações são aquelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U@O ?Vocês põem muitas pessoas a rir. Também te ris com o que fazem?&lt;br /&gt;R.A.P. ? Não vou mentir, não vou dizer ah e tal não rio nada e não gosto. Se eu não gostasse deixava de fazer. Portanto há muitas coisas que fazemos que eu vejo com gosto e acho graça e doutra maneira não faria sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U@O ? Qual a diferença entre estar em palco e gravar?&lt;br /&gt;R.A.P. ? É uma diferença muito grande. Logo aquela diferença óbvia da forma como aquilo sai, pela pressão que temos em palco, onde tem de sair bem à primeira, e não temos quando estamos a gravar porque podemos fazê-lo várias vezes. Depois há outra questão que se relaciona com o facto de nós não termos nenhuma formação como actores e no palco isso nota-se ainda mais, porque enquanto na televisão podemos aparecer em planos mais pequenos, no palco as pessoas estão sempre a ver-nos o corpo todo. Para mim, que me movimento como um ?gigantone? de Cinfães, é muito mais difícil fingir que sei representar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U@O ? Qual te agrada mais, o palco ou o estúdio?&lt;br /&gt;R.A.P. ? Não consigo escolher porque cada um tem os seus encantos. Já me começa a agradar o palco, embora isto tenha sido bastante cansativo e me apeteça fazer coisas diferentes. Para mim que não sou actor é um bocado aborrecido a repetição dos mesmos textos, enquanto que na televisão estamos sempre a criar coisas novas. Mas não me desagrada nada o palco. Aquele confronto com o público, que até certo ponto é doloroso, também é agradável ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U@O ? Como é que está a correr a digressão?&lt;br /&gt;R.A.P. ? Muito bem, surpreendentemente. Os sítios onde vamos têm esgotado sempre, como o coliseu do Porto, que é a maior sala de espectáculos do país com três mil lugares e esgotou sempre. Esgotámos o Luisa Toddi em Setúbal por três dias, esgotámos um pavilhão em Loulé que levava três mil pessoas. A receptividade do público tem sido espantosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U@O ? Em tua casa há muito humor?&lt;br /&gt;R.A.P. ? Há algum, eu não sou carrancudo. Neste momento já tenho duas filhas, uma que nasceu agora e outra de ano e meio - já sou pai de muita gente. As miúdas desorganizam-me tudo e onde há crianças com essa idade é dificil haver ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U@O ? Além do ?Gato Fedorento? também escreves para as Produções Fictícias, o que é que gostas mais?&lt;br /&gt;R.A.P. ? Eu gosto mais de escrever do que de representar, sem dúvida. Mas o ?Gato Fedorento? dá muito gozo fazer porque é uma coisa em que eu tenho completa liberdade. A escrever tenho constrangimentos, por exemplo, o Herman tem de falar sobre a actualidade e falar dela de uma determinada forma porque deve captar o maior número de pessoas possível, os textos que fazemos para a Maria Rueff no jornal ?A Bola? são sobre futebol. No ?Gato Fedorento? não há tema, não há preocupação comercial e , basicamente fazemos o que nos apetecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U@O ? Uma das tuas referências é o Herman. Como é escrever para a tua própria referência?&lt;br /&gt;R.A.P. ? É espantoso. Obviamente que eu nunca esperava que isto sucedesse, quando com dez anos via ?O Tal Canal?. Lembro-me de o ver muito entusiasmadamente com essa idade, e ainda hoje sei textos de cor. Evidentemente que nessa altura nunca suspeitava que 13 anos depois estaria a escrever para o Herman e isso, sobretudo os primeiros contactos, foi muito emocionante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U@O ? O nosso país tem bom material para fazer humor?&lt;br /&gt;R.A.P. ? Eu acho que sim, todos de um modo geral têm. No nosso, como nós nos conhecemos melhor e sabemos as nossas fraquezas e forma particular de sermos aldrabões ou espertos, por aí fora, tudo isso é muito passível de ser satirizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U@O ? Como vês o crescimento do humor em Portugal, qual achas que é a sua importância?&lt;br /&gt;R.A.P. ? Eu acho que o humor é muito importante e pelos vistos tem muita importância do ponto de vista comercial, senão não haveria este investimento tão forte. Não há nenhum canal que não invista no humor, muitos programas, como os da tarde e da manhã, fazem questão de ter uma parte humorística. O crescimento humorístico pode não vir acompanhado da qualidade, pode haver muitos ?Prédios do Vasco?, ?Malucos do Riso? e ?Batanetes?, que são programas quase iguais, às vezes até os actores são os mesmos e as próprias anedotas se repetem. E isso não quer dizer que tenha havido uma melhoria de qualidade, mas quanto mais pessoas houver a fazer humor, maior a probabilidade de haver várias tendências diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U@O ? E em termos sociais achas o humor importante?&lt;br /&gt;R.A.P. ? Muito importante, desde os tempos de Gil Vicente que é usado como arma de critica e sátira social com um papel particularmente forte. Por uma razão qualquer, se uma critica for feita de forma séria pode ser bastante certeira, mas talvez não faça tanta mossa se for a mesma critica codificada num registo humorístico que, além de criticar, faz as pessoas rir. Isso provoca outro tipo de reacção talvez mais violenta e eficaz. Mas há outros factores que contribuem para que o humor seja importante do ponto de vista social, no sentido em que o humor serve para tirar peso às coisas. Não é por acaso que nos funerais se contam muitas anedotas, porque aquilo é uma coisa dolorosa e com a ajuda do humor é possível retirar peso àquele problema e torná-lo mais fácil de suportar. Eu gosto muito dessa característica porque através do humor os problemas tornam-se mais humanos e isso é uma coisa que eu prezo muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U@O ? Projectos para o futuro?&lt;br /&gt;R.A.P. ? Neste momento nem sequer sei se temos, estamos a fazer isto e muito envolvidos nesta onda em que há muita coisa para fazer. Mas há aqueles projectos de longo prazo, escrever qualquer coisa de maior fundo. Aquilo que sempre me agradou mais foi a escrita, aquela comunicação que há entre escritor e leitor, como que telepaticamente, agrada-me bastante e gostava de experimentar esse registo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20497327-113866682183848760?l=comedialusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comedialusa.blogspot.com/feeds/113866682183848760/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20497327&amp;postID=113866682183848760&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/113866682183848760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/113866682183848760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comedialusa.blogspot.com/2006/01/ricardo-araujo-pereira.html' title='Ricardo Araujo Pereira'/><author><name>kumedia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15476910737472364567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20497327.post-113864433021530739</id><published>2006-01-30T18:00:00.000Z</published><updated>2006-01-30T18:05:30.230Z</updated><title type='text'>Herman José</title><content type='html'>&lt;em&gt;Depois de 'Masterplan', voltou a apresentar um 'reality show'. Porquê?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde pequenino que gosto imenso de pessoas. Este tipo de programas permitem entrar dentro das pessoas, espicaçá-las, moldá-las. Pou-cas pessoas em Portugal têm tanto passado e tanta memória imprintada no código genético dos espectadores. No Masterplan, isso foi essencial. Antes de reagirem, os concorrentes olhavam para mim. E se eu apoiava, a coisa levantava voo... Eu gosto mesmo de fazer, mas não posso dizer isto alto ou a SIC retira--me o cachet. Isto não é trabalho, trabalho é o Herman SIC. Mas há aqui um trabalho psicológico...Sim, já entrei dentro dos concorrentes. Já lhes conheci as mulheres, já percebi as motivações deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E quais são?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São muitas. Uma são os velhos 15 minutos de fama que o Andy Warhol anunciou. Nenhum gosta de se vestir de mulher. Isso desvirtua a lógica do desafio. Todos fazem um esforço para se depilarem e andarem de saltos altos. A partir daí o que os motiva é a competição, o dinheiro e sobretudo a popularidade, para rentabilizar no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ninguém se vestiu tantas vezes de mulher na televisão como o Herman. Isso pesou no facto de estar no programa?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Fi-lo sempre como uma opção técnica para alargar a minha paleta de cor na minha paleta de personagens. Tirando a Maximiana, vestir-me de mulher foi sempre um sofrimento físico para além do que se pode imaginar. Nunca senti um segundo de prazer. Ao contrário do programa original, aqui existem comentadores e não um júri.Os comentadores vão acabar por servir como júri porque vão influenciar o voto das pessoas. São um júri encapotado. Mas quem vai ganhar é inevitavelmente o Zé Maria de saias, ou a Gisela de calças. Não tenho dúvidas de que vão sair daqui dois grandes bonecos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A rapidez com que se criam figuras é uma característica da televisão fast food. Mas poucas se aguentam.As pessoas não estão preparadas para a fama?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém está. As pessoas acham que estão mas nunca estão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É um programa para homens ou para mulheres?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É para mulheres e para miúdos, que são quem manda no telecomando. Um dos segredos da Quinta das Celebridades eram os animais. Os miúdos nem sabiam bem o que estavam a ver. Aqui vão ser as mulheres a observar os homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É a vingança das mulheres?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem uma componente disso, sem dúvida. Pela primeira vez, não são eles quem se senta a ver o Playboy. São elas quem se senta e diz "vamos ver os gajos". Há concorrentes muito atraentes que inevitavelmente vão espevitar o voyeurismo feminino, sob a capa do concurso. Não sei se será um programa muito masculino, mas, como digo, hoje em dia não são os homens quem manda no telecomando.Mas vai suscitar o tipo de leitura sexual que homens vestidos de mulheres provocam sempre..Basta ir a um balneário para compreender que isso está sempre presente nos homens... É o medo eterno do homem. Mas os estudos mostram que um número muito maior de homens do que se imagina tiveram experiências alternativas que não foram continuadas, mas deixaram fantasmas fortíssimos e tiques homofóbicos. A Alemanha nazi era oficialmente homofóbica, mas do bunker para dentro estava cheia de sexo alternativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Já se diz que este é o ano gay da televisão. Como explica isso?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a caixa de Pandora que faltava abrir, que começou a ser aberta devagarinho pelos Pasolini e pelos Almodóvar. Agora, esse monstro há--de ser exorcizado em prime time até se normalizar a coisa. Portugal não é especialmente homofóbico desde que não se saiba não é grave. Toleram tudo ao José Castelo Branco porque ele até é casado com uma senhora. Sou a favor da elegância de não se anunciar a vida de cada um. Mas estes reality shows espectacularizam e usam a homossexualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Isso não é contraditório com essa normalização a que se referiu?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho passa primeiro pelo exagero, pela caricatura e depois pela normalização. É sempre assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que comentário lhe merece a manifestação contra o Esquadrão G?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou de acordo com a manifestação, mas foi muito inteligente o Governo Civil tê-la autorizado. Se eu vir uma manifestação, por muito ridícula que seja, a minha reacção é dar-lhes os parabéns por não estarem escondidos, como se fez em Portugal durante 50 anos. Depois, talvez seja interessante perguntar o que é que fará um daqueles jovens manifestantes, com a certeza da sua masculinidade, quando um filho lhe disser que gosta de homens, porque a genética é mais forte. E depois provar-lhes como filhos criados por homossexuais nascem tão equilibrados, tão homens, tão transparentes. A opção sexual vem imprintada no código genético e, a menos que se possa alterá-la por manipulação genética... Coisa em relação à qual não tenho nada contra, porque nascer diferente é sempre um sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A sua imagem sobreviveu ao facto de ter sido envolvido no caso Casa Pia.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O público é soberano e se tivesse dito que não me queria ver mais eu tinha feito uma sabática. Eu não acredito em nada além dos poderes terrenos e sou adepto de um sistema judicial com pulso de ferro. Abomino a facilidade com que vigaristas profissionais passam impunes numa democracia frágil como é a portuguesa. Todas as experiências que tive com o sistema judicial levaram-me a ter uma bela confiança em magistrados e juízes. Nestes casos, se a pessoa está a aldrabar, acaba por se lixar, auto-destrói-se como as mensagens da Missão Impossível. Não estou a clamar a minha inocência, porque não posso, a decisão da minha não pronúncia ainda está em recurso na Relação. A única coisa que se pode fazer é deixar o sistema judicial funcionar, sem fazer ruído. Foi com esse espírito que, quando fui ouvido, por duas procuradoras, lhes perguntei se havia algum problema em anunciar os Globos de Ouro à saída. A única coisa interessante que podia fazer era dizer que a vida continua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Como vê a actual euforia televisiva em torno do humor?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos na fase Chuva de Estrelas do humor. Tal como nos cantores, ficará uma Sara Tavares e um João Pedro Pais. Não sei quais vão ficar, Há os profissionais que se vão manter pela capacidade de trabalho. Alguns ainda não perceberam que o humor é 90% esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E o Gato Fedorento?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz-me lembrar alguns estados de graça por que passei. É uma novidade no discurso humorístico, com grande qualidade e uma grande normalidade. Têm um lado clean. Eu adoro-os.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20497327-113864433021530739?l=comedialusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comedialusa.blogspot.com/feeds/113864433021530739/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20497327&amp;postID=113864433021530739&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/113864433021530739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/113864433021530739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comedialusa.blogspot.com/2006/01/herman-jos.html' title='Herman José'/><author><name>kumedia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15476910737472364567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20497327.post-113823599420988917</id><published>2006-01-26T00:36:00.000Z</published><updated>2006-01-26T00:39:54.220Z</updated><title type='text'>NILTON</title><content type='html'>Depois de uma vida bem ao estilo de um nómada, em que chegou a residir em Angola, no Algarve e na Beira Baixa, Nilton assentou arraiais em Lisboa e converteu-se numa das estrelas mais cintilantes da nova forma de fazer humor, a «stand up comedy».&lt;br /&gt;Nilton diz que «os portugueses se riem deles próprios», agradece aos políticos, árbitros e dirigentes pela ajuda que dão aos que escrevem piadas em Portugal e até chega a admitir que, por vezes, «nem se consegue tempo para fazer piadas sobre tanto assunto».&lt;br /&gt;O «entertainer» não se revê na concepção de «geração rasca» e acrescenta que se alguma juventude não tem valores, provavelmente isso resulta da falta de referências dos próprios pais.&lt;br /&gt;Nasceu em Angola, cresceu em Proença-a-Nova, viveu no Algarve e reside agora em Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que recordações tem de África e da infância na Beira Baixa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vim de Angola com 4 anos, gostava de me lembrar das mulatas, mas não! Nada! Da Beira Baixa lembro-me das represas e praias fluviais onde passei muitos verões, das corridas de trotinetas que fazia com amigos que ainda hoje conservo e lembro-me também de duas morenas muito giras, mas agora não posso dizer os nomes porque já são casadas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é que um «disco-jockey» (DJ) e um decorador de interiores acaba em humorista e num dos ícones da «stand up comedy»?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Profissionalmente, sempre fiz tudo o que me deu vontade. Quis fazer rádio, fiz. Quis ser DJ, fui. As decorações surgem ainda quando era DJ e para exteriorizar e colmatar o recalcamento de nunca ter tirado um curso de Arquitectura. No meio de tudo isto sempre escrevi. A «stand up comedy» e subida ao palco nasce quando começo a ter necessidade de dar vida aos meus textos. Ninguém os comprava e tornei-me cliente de mim próprio. O Nilton vende ao Nilton os textos que o Nilton escreve para o Nilton.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Nilton foi um dos percursores da «stand up comedy» no nosso País. Pensa que esta forma de fazer humor tem futuro ou é uma moda passageira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que tem vida para além da morte, como aconteceu no estrangeiro. Brevemente iremos assistir a um assentar da poeira, que na minha opinião já se sente aproximar. O mercado não consegue absorver todos e muitos ficarão pelo caminho. Separadas as águas, ficarão os que mais trabalharem. Como a «stand up comedy» não é uma entidade estatal, penso que cunhas e sorte não ajudarão à triagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costuma dizer-se que Portugal é um País cinzento e que tem dificuldade em rir. É difícil fazer humor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser humorista neste país é como viver no paraíso, não estamos rodeados de 70 virgens como acreditam os suicidas palestinianos, mas estamos rodeados de portugueses, o que é garante de piadas para a eternidade. Se juntarmos isso ao facto do nosso povo rir de si próprio, meu amigo, somos uns privilegiados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há matéria prima ? política, desportiva e social ? suficiente para despertar a imaginação de um criativo para escrever guiões diariamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde é que o meu amigo tem andado? Atente para o que os nossos políticos, árbitros e dirigentes fazem em prol dos comediantes deste país...Não param! Às vezes até nem se consegue tempo para fazer piadas sobre tanto assunto. Aproveito mesmo para gratular publicamente a todos os que me coadjuvam e perpetram ilicitudes e falcatruas nos cargos que ocupam só para eu ter assunto.&lt;br /&gt;Vivo feliz e a minha única insipidez é quando dou conta que também cá moro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O «Gato Fedorento» e o «Levanta-te e Ri» são porta-estandartes da «stand up comedy». Pensa que se este estilo de humor vencer está consolidada uma nova forma de fazer rir em Portugal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está consolidada uma nova forma de fazer humor desde que surgiu o «Levanta-te e Ri» que foi, sem dúvida, o projecto que veio revolucionar o humor em Portugal. É o marco que convém assinalar ? 6 Janeiro 2003. A prova é que nos últimos 2 anos já fiz mais de 250 espectáculos para mais de 100 mil pessoas. Convém também fazer a distinção entre «stand up comedy» e outras formas de humor. O «Gato Fedorento» é um projecto de «sketches», nada tem a ver com «stand up comedy». São caminhos diferentes. O próprio «Levanta-te e Ri» não tem um «humor ?tipo». Tem pessoas que democraticamente mostram o que fazem. Uns contam anedotas, outros têm textos próprios, outros misturam. Cada um com o seu valor, mas cada um diferente dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é o humorista português com que mais se identifica? Porquê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cresci a ver o Herman e acho que continua a ser o grande humorista em Portugal. Mas também ouvia muita coisa do Raul Solnado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é a sensação de ser projectado do anonimato para o papel de figura pública, ainda tão jovem e de forma tão meteórica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felicidade e prova de que vale a pena trabalhar e batalhar pelo que queremos. Mas há também frustração. Repare que já ando nisto há uns anos e ainda não me apareceram duas holandesas de 1,80m a fazer propostas indecentes como se chegou a afirmar que acontecia a quem fosse projectado do anonimato para o papel de figura pública, ainda tão jovem e de forma tão meteórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ter publicado um livro e de aparecer assiduamente na televisão e na rádio, o céu é o limite para a sua carreira? Como explica o sucesso das «Teorias do Nilton»?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma que acredito que ainda não cheguei a lado nenhum, acredito que também não há limites. Tenho um programa em «prime-time» na estação televisão mais vista em Portugal, tenho uma rúbrica no programa da manhã de uma rádio nacional, e trabalho, penso que o segredo é esse. Trabalhar e ter oportunidade de mostrar o que se faz. Depois disso, alguma coisa se consegue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem outros livros na calha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livros, este ano não! Penso que sairá um DVD no final de 2005, que vou gravar na Toyota Box ? Espaço Cultural em Lisboa, a 10 de Setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presumo que o público que consome o humor que o Nilton produz é maioritariamente jovem. Que análise faz da juventude hoje em dia no que diz respeito à forma como encara a vida e cultiva os valores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depende. Nos meus espectáculos e no «feedback» que me chega, abranjo várias faixas etárias, a Rádio Comercial está num target 25-45, mas há sem dúvida muita juventude a acompanhar o meu trabalho. Vejo-os interessados e atentos. Não sou nada a favor da ideia de uma juventude rasca. Há de tudo, os valores são dados em casa. Se eles não os têm, muitas vezes é porque os pais também não. Mas há muita gente que os preserva. Posso até contar-lhe que há não muito tempo houve uma rapariga que me disse que sexo só depois do casamento. Tive que esperar que ela se casasse para podermos dormir juntos. Quem disse que já não há valores?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20497327-113823599420988917?l=comedialusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comedialusa.blogspot.com/feeds/113823599420988917/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20497327&amp;postID=113823599420988917&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/113823599420988917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/113823599420988917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comedialusa.blogspot.com/2006/01/nilton.html' title='NILTON'/><author><name>kumedia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15476910737472364567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20497327.post-113772636862582089</id><published>2006-01-20T03:04:00.000Z</published><updated>2006-01-20T03:06:08.636Z</updated><title type='text'>José Pedro Gomes</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Coçar onde é preciso,  em digressão nacional&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espectáculo de José Pedro Gomes "Coçar onde é preciso", em cena na Casa do Artista até domingo e já aplaudido por mais de 20.000 pessoas, inicia em Janeiro uma digressão nacional, informou hoje a produtora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leiria, Aveiro, Guarda, Santarém, Porto, Coimbra, Faro, Braga, Bragança e Vila Real são os distritos contemplados na digressão, que decorrerá de 07 de Janeiro a 31 de Março, além de uma representação nos Açores e duas em Cabo Verde - uma na Cidade da Praia e outra no Mindelo -, num total de 24 representações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A digressão de "Coçar onde é preciso" interrompe em Abril e na primeira quinzena de Maio, quando José Pedro Gomes e António Feio vão estar em filmagens da película "Conversas da Treta", revelou à agência Lusa Rita Duarte, da produtora UAU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em "Coçar onde é preciso", José Pedro Gomes apresenta-se sozinho em palco durante cerca de noventa minutos em que discorre, satiriza e personifica o seu ponto de vista sobre as várias facetas do "portuga", num registo que o actor considera estar mais próximo da "stand-up comedy".&lt;br /&gt;Em Janeiro, "Coçar onde é preciso" vai subir ao palco do Cine- Teatro de Alcobaça (dia 07), Cine-Teatro António Lamoso, em Santa Maria da Feira (12), da Casa Municipal da Cultura de Seia (13), do Cine-Teatro Paraíso em Tomar (14), Rivoli Teatro Municipal no Porto (dias 19, 20, 21 e 22) e do Coliseu Micaelense, em São Miguel, Açores (27).&lt;br /&gt;Em Fevereiro vai ser representada no Cine-Teatro de Pombal (dia 03), Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz (07), Auditório Pedro Ruivo em Faro (10 e 11), Auditório do Parque das Exposições de Braga (17) e no Auditório Municipal da Lousada (18).&lt;br /&gt;O Teatro Virgínia em Torres Novas (dia 03), Centro Cultural Silveiro em Oliveira do Bairro (04), Cidade da Praia (08), Mindelo (10), Teatro Académico Gil Vicente em Coimbra (22), a Fábrica do Inglês em Silves (25), o Teatro Municipal de Bragança (30) e o Teatro Municipal de Vila Real (31) são os locais agendados para Março.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concebida e protagonizada por José Pedro Gomes, "Coçar onde é preciso" é a primeira peça do actor depois de, em Março último, ter sido submetido a uma intervenção cirúrgica devido a um aneurisma que sofreu em palco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com textos de José Pedro Gomes, direcção de Sónia Aragão e José Pedro Gomes, adereços de Marinel Matos e desenho de luz de Paulo Sabino, "Coçar onde é preciso" estreou a 21 de Setembro na Casa do Artista/Teatro Armando Cortez, perfazendo domingo 65 representações.&lt;br /&gt;A peça teve contudo três representações em antestreia: duas na Madeira (02 e 03 de Setembro), uma no Cartaxo (09) e outra em Figueiró dos Vinhos (16).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20497327-113772636862582089?l=comedialusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comedialusa.blogspot.com/feeds/113772636862582089/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20497327&amp;postID=113772636862582089&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/113772636862582089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/113772636862582089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comedialusa.blogspot.com/2006/01/jos-pedro-gomes.html' title='José Pedro Gomes'/><author><name>kumedia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15476910737472364567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20497327.post-113763674408482770</id><published>2006-01-19T02:07:00.000Z</published><updated>2006-01-19T02:12:24.090Z</updated><title type='text'>Raul Solnado</title><content type='html'>novembro 25, 2004&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RAUL SOLNADO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma interessantíssima entrevista a Raul Solnado, no site da &lt;a href="http://www.spautores.pt/"&gt;Sociedade Portuguesa de Autores&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As gargalhadas que ganharam a guerra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raul Solnado é um actor de mil faces mas foi com as gargalhadas que se impôs como uma figura mítica do espectáculo. E quando a guerra colonial era sagrada e indiscutível, ele pôs Portugal a rir-se de uma guerra sem sentido, uma rábula que foi o seu maior êxito de sempre. Ouvide agora senhores, a sua estória de pasmar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autores - Costuma dizer que um cómico tem muitos inimigos. Quem são os seus inimigos?&lt;br /&gt;Raul Solnado - O actor cómico é um interventor no plano social, político e até na vida das pessoas que critica, por isso não pode ter a unanimidade universal. O Chaplin tinha imensos inimigos e esses declaravam-se a cada passo. Os meus inimigos não se declaram, mas sei que os tenho, embora não se manifestem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A - Para os cómicos não há limites?&lt;br /&gt;RS - Para mim tudo é risível mas imponho-me limites. Despejo a minha fúria sobre o pensamento monolítico, critico o que os políticos dizem e fazem, ridicularizo os tiques da sociedade, contexto as injustiças. Só poupo a democracia, é proibido atentar contra o regime democrático. Contra o Presidente da República, também não. Mal vão as coisas quando ele é criticável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A - Foi por isso que em plena guerra colonial pôs Portugal a rir à gargalhada com a sua versão da guerra?&lt;br /&gt;RS - Aquela rábula tem um início anterior à guerra. Eu fui a Madrid e vi o Miguel Gila representar o texto. Fiquei logo apaixonado pela rábula porque o non sense é o tipo de humor que mais me toca. Comprei o disco, traduzi o texto mas guardei-o, não por temer a censura mas porque tinha dúvidas que as pessoas gostassem daquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A - E quando é que a sua guerra saiu da gaveta?&lt;br /&gt;RS - Foi já no início da guerra em Angola. Eu fui com o Humberto Madeira -um cómico fabuloso - à quermesse do Nacional da Madeira, na Quinta da Vigia, um sítio lindíssimo onde agora está instalado o Governo Regional. Num mês fizemos 45 espectáculos e lá para o fim sentimos que era preciso refrescar o repertório. Disse ao Humberto Madeira que gostava de fazer a guerra, talvez as pessoas gostassem. Ele apoiou-me e avancei. Nessa noite o público riu-se tanto que pediu bis. Foi ali que começou o sucesso da minha guerra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A - Quais eram as suas dúvidas em relação ao texto?&lt;br /&gt;RS - Não era em relação ao texto, mas ao gosto do público, hoje as pessoas riem melhor que naquela altura. Eu não sabia se um texto non sense ia funcionar. Os cómicos têm sempre essa dúvida. Uma piada leva duas horas a ser construída e depois desaparece como um fósforo. É ao contrário dos cantores que quanto mais cantam um tema, mais ele se populariza e ganha notoriedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A - A estória da sua ida à guerra começou na Madeira e depois alastrou a que palcos?&lt;br /&gt;RS - Mal cheguei a Lisboa fui fazer um espectáculo no ringue de patinagem de Oeiras e o êxito foi igual ao da Madeira. Na altura ia fazer a revista "Bate o Pé" e fiquei com a certeza de que a rábula não ia falhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A - Mas aí já tinha que submeter o texto à comissão de censura...&lt;br /&gt;RS - Pois, e era uma censura visual e de texto, por isso eu tinha um grande receio que não passasse. O Nelson de Barros, grande jornalista e o maior autor de revistas que conheci, disse-me que mandávamos o texto como sendo para o personagem Cantinflas, uma rábula que tinha feito no teatro Apolo. Quando o texto veio aprovado, ninguém queria acreditar. O problema era a censura visual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A - Como funcionava essa comissão de censura visual?&lt;br /&gt;RS - No ensaio geral, cinco ou seis censores viam o espectáculo. Depois diziam que era preciso tapar um umbigo, descer umas saias, coisas assim. No Carnaval só se podia dizer merda uma vez por sessão. Como eu não ia vestido de Cantinflas, estava receoso que a rábula fosse cortada. Mas estes textos de non sense têm de ser bem compreendidos, caso contrário não funcionam. E eu disse aquilo a uma velocidade tal que nem eu próprio percebi o que dizia. Os censores também não perceberam e, no final, um deles disse-me que estava tudo aprovado mas deu-me um conselho: olhe lá, não faça aquilo da guerra, não tem piada nenhuma! E eu disse-lhe que era obrigado a fazer mas que então só fazia aquilo na estreia. Como já sabia o que vinha a seguir, pedi à Valentim de Carvalho que gravasse aquilo na estreia e lançasse o disco. Depois era impossível travar a rábula. Os censores ficaram baralhados com o Cantinflas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A - Nessa altura já tinha grande notoriedade como actor?&lt;br /&gt;RS - Nem por isso. Curiosamente, a crítica só começou a dar por mim, quando no teatro Apolo fiz a rábula do Cantinflas, em 1954.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A - Só para informação dos nossos leitores mais jovens, imitava o actor mexicano Mário Moreno, mais conhecido por Cantinflas?&lt;br /&gt;RS - Exactamente. O Cantinflas era um cómico que teve êxito mundial nos anos 50 e 60.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A - Depois da sua versão da guerra continuou a fazer coisas subversivas?&lt;br /&gt;RS - Sempre que pude. Em 1972, lancei "Os Malmequeres" na revista "Prá Frente Lisboa". Era uma canção altamente subversiva, oito quadras violentíssimas. A primeira era assim: "Português, ó malmequer/ em que terra foste semeado/ Português, ó malmequer/ Cada vez andas mais desfolhado". Os censores queriam que eu cortasse a palavra "português", mas se o fizesse aquilo perdia o sentido. Continuei como se nada fosse e eles ameaçaram-me. Puseram dois censores no camarote do teatro para vigiarem se eu cumpria as ordens da censura. Mas como entretanto saiu o disco, eles desistiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A - Vamos para o presente. Temos bons autores de humor?&lt;br /&gt;RS - Sempre tivemos bons autores e bons cómicos, mas o humor é dinâmico, as coisas mudam. Andei a pesquisar rábulas antigas e constatei que o humor nos anos 40 e 50 era muito frágil. Hoje temos autores em qualidade e quantidade, a fazerem excelente humor. Eles têm outra cabeça, já não pensam como os autores do meu tempo. Dadas as condições existentes, o panorama podia ser melhor, mas é um género muito difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A - Onde está a dificuldade?&lt;br /&gt;RS - Eu pergunto: porque razão existem no mundo milhões de actores e só temos 50 bons cómicos? Como dizia o António Aleixo, nós precisamos de ver as coisas mais além. Está aí a dificuldade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A - Os cómicos, para fazerem rir, têm de ver mais longe?&lt;br /&gt;RS - Eu sempre disse que os cómicos são tristes e sisudos porque têm mágoas profundas. Nós temos de ver o ridículo com uma lupa muito grande e isso magoa. É por esse lado que vemos mais longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A - E quanto ao humor fácil?&lt;br /&gt;RS - Isso não é comigo. Fui convidado para o programa "Cabaré da coxa" e perguntaram-me porque razão eu não gosto que os cómicos usem palavrões. O tipo que faz de papagaio soltou logo uma série de palavrões e ficámos todos a rir. Não foi humor fácil, foi alguém que desorganizou aquilo tudo. O cómico é um desorganizador por excelência. Mas tenho pena do público que se ri dos palavrões. Tenho imensa pena de um cómico que precisa de dizer palavrões para provocar o riso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A - E os seus textos?&lt;br /&gt;RS - Eu ao nível to texto traduzi muitas peças, escrevi "Há petróleo no Beato" e adaptei, com o César de Oliveira, "Isto é que me dói", uma peça do brasileiro Paulo Pontes que é uma crítica violentíssima ao nosso sistema de saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A - E a guerra...&lt;br /&gt;RS - Foi apenas uma tradução com ligeiras adaptações. Eu só interpretei essa rábula três anos e os seus ecos chegam aos dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A - Face ao sucesso estrondoso que teve, porque abandonou essa rábula?&lt;br /&gt;RS - Um dia fui ao Barreiro fazer a guerra e o público sabia o texto de cor, os espectadores começaram a fazer de ponto. Depois chegava a outro sítio e toda a gente dizia o texto antes de mim e eu pensei que era melhor parar. Por muito dinheiro que eu ganhasse com a rábula - e se ganhei! - não queria ficar agarrado àquele boneco. Profissionalmente, fui sempre muito inquieto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A - Está a representar no Villaret, que já foi o seu teatro...&lt;br /&gt;RS - O meu sonho era ter um teatro meu, para fazer o que quisesse, nunca quis ser empresário. Investi tudo o que tinha no Villarett e perdi tudo. No 25 de Abril eu estava na Roménia e mal soube da revolução vim logo para Portugal. No Brasil estava a fazer grande sucesso a peça "Liberdade, Liberdade", do Millôr Fernandes, que é o maior humorista do mundo. Havia bichas infindáveis para ver a peça, que tinha o Paulo Autran no papel principal. Mandei vir a peça para cá. Tinha no elenco a Maria do Céu Guerra, o João Perry e o Sérgio Godinho. Aquilo batia em tudo que estivesse contra a liberdade, fossem os americanos ou os soviéticos. Havia bandeiras vermelhas por todos os lados, uma coisa muito bonita. Mas foi um fracasso tão grande que perdi tudo o que tinha e o próprio teatro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A - Como se explica isso, num momento em que a revolução saiu à rua?&lt;br /&gt;RS - A peça subiu à cena numa altura em que já se desenhava o crepúsculo da revolução. Foi a minha ruína económica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A - E o seu novo espectáculo, também no Villarett?&lt;br /&gt;RS - Está a correr bem. Os espectadores acompanham a minha memória de 50 anos de carreira. Há umas fotos que fazem de âncora da memória e depois eu digo o que me vem à cabeça. Os miúdos - vão imensos! - gostam porque não sabiam que as coisas antigamente eram assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A - É um tributo a si próprio por meio século de carreira artística?&lt;br /&gt;RS - Este espectáculo é para percorrer o país e conhecer melhor o público. Portugal é uma maravilha, encontro pessoas fabulosas, come-se e bebe-se bem. Isto é para trabalhar mas também é para me divertir. Quero andar por aí a conhecer pessoas que tenham algo para me ensinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A - Mas Portugal está a passar um mau bocado...&lt;br /&gt;RS - Pois está. Neste momento, se não fizéssemos parte da União Europeia, Portugal estava como o Uganda e nas próximas presidenciais era eleito um sargento para Belém. Mas a democracia portuguesa está amparada pelas estacas da União Europeia, é irreversível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A - Mas não há demasiado ódio à liberdade?&lt;br /&gt;RS - Eu tenho uma paixão imensa pela liberdade. Aliás, acho que o amor àliberdade já nasce com as pessoas e eu nasci com esse amor. Pelo que conheço dos portugueses, penso que, apesar de tudo, ainda existe uma imensa maioria que tem a paixão da liberdade e da democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A - Já alguma vez esteve na política?&lt;br /&gt;RS - Eu fui militante do Partido Socialista durante dois anos. A seguir ao 25 de Abril, entendi que era um dever cívico aderir a um partido e lutar pelo regime democrático. Participei em comícios de norte na sul de Portugal. Quando foi aprovada a Constituição e elegemos os deputados à Assembleia da República abandonei o partido. Penso que um actor não deve ter actividades partidárias. Antes quebrei essa regra porque a democracia assim o exigiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A - A crise económica não pode pôr em causa o regime democrático?&lt;br /&gt;RS - Não pode, temos o dinheiro da União Europeia a proteger-nos. O fascismo é uma coisa baratucha. O ensino, a saúde, os salários, o partido único, as eleições a fingir, é tudo muito barato. A democracia fica caríssima. Nós exigimos elevados padrões na educação, na saúde, na Administração Pública, queremos salários dignos, elegemos os nossos representantes no Poder Local e na Assembleia, elegemos o presidente da República, tudo isso fica muito caro. E depois temos por aí uns senhores que adoram dinheiro, gostam de coleccionar aquela porcaria. Se não estivéssemos na União Europeia a democracia já há muito estaria em perigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A - E a si, como é que a crise lhe bate à porta?&lt;br /&gt;RS - A mim, a crise económica não me afecta, porque nunca tive um projecto de fortuna, o meu projecto é de felicidade. E a tal paixão pela liberdade que sempre me acompanhou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A - Como vai a Casa do Artista?&lt;br /&gt;RS - É um projecto ao qual dedico grande parte do meu tempo. Agora sou o presidente da Direcção e por isso tenho de seguir de perto os seu dia a dia. Isto foi uma ideia que me assaltou desde os tempos do Brasil. Lá havia o Retiro do Artista, mas eu achava que a palavra "retiro" era muito forte e quando, em 1960, apresentei o projecto aos meus colegas, já foi como Casa Artista. A ideia andou a germinar durante muitos anos e, um dia, o Armando Cortez decidiu pô-la em prática. Durante a direcção dele eu vinha aqui todos os dias ajudá-lo. Em quatro anos mobilámos estes 12 000 metros quadrados com coisas que nos foram oferecidas! Mas quando ele começou a ficar muito doente, pediu-me para eu assumir a direcção e cá estou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A - E apoios?&lt;br /&gt;RS - Temos apoios públicos e de particulares. Isto só por si não anda. A factura de gás e electricidade é superior a mil e quinhentos contos por mês. As reformas dos 73 utentes são muito baixas, temos que encontrar apoios que, felizmente, não têm faltado. Ultimamente até temos doações de particulares em dinheiro e propriedades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artur Queiroz&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20497327-113763674408482770?l=comedialusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comedialusa.blogspot.com/feeds/113763674408482770/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20497327&amp;postID=113763674408482770&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/113763674408482770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/113763674408482770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comedialusa.blogspot.com/2006/01/raul-solnado.html' title='Raul Solnado'/><author><name>kumedia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15476910737472364567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20497327.post-113763614836576637</id><published>2006-01-19T01:58:00.000Z</published><updated>2006-01-19T02:02:28.370Z</updated><title type='text'>Definição do HUMOR</title><content type='html'>Definição de Humor segundo a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Humorista"&gt;wikipedia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Humor do latim humore é uma forma de entretenimento e de comunicação humana, para fazer com que as pessoas riam e se sitam felizes. As origens da palavra "humor" assentam-se na &lt;a class="new" title="Quatro humores" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Quatro_humores&amp;action=edit"&gt;medicina humoral&lt;/a&gt; dos antigos Gregos, que é uma mistura de fluídos, ou humores, controlados pela saúde e emoção humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na indústria do entretenimento, dá-se o nome de humorista aos profissionais do humor, qualquer que seja o meio de comunicação em que este actua. A televisão (&lt;a title="Herman José" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Herman_Jos%C3%A9"&gt;Herman José&lt;/a&gt;, &lt;a title="Jô Soares" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/J%C3%B4_Soares"&gt;Jô Soares&lt;/a&gt;...), o teatro e o cinema (&lt;a title="Charles Chaplin" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Chaplin"&gt;Charles Chaplin&lt;/a&gt;, &lt;a class="new" title="Buster Keaton" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Buster_Keaton&amp;amp;action=edit"&gt;Buster Keaton&lt;/a&gt;, &lt;a title="Jim Carrey" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jim_Carrey"&gt;Jim Carrey&lt;/a&gt;...) têm um lugar privilegiado, mas também os livros (&lt;a class="new" title="José Vilhena" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Jos%C3%A9_Vilhena&amp;action=edit"&gt;José Vilhena&lt;/a&gt;, em &lt;a title="Portugal" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Portugal"&gt;Portugal&lt;/a&gt;), revistas e jornais podem ser um terreno fértil para a arte de fazer rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O humor pode ser a chave para a compreensão de culturas, religiões, costumes, enfim para toda sociedade no sentido mais amplo. Sendo um elemento vital para a condição humana, o humor disseca a vida e as maneiras da sociedade humana através dos séculos. O riso se transforma através do tempo assim como os costumes e as correntes de pensamento. De época para época, os pensamentos se assemelham ou se diferem, e o humor acompanha essa tendência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de uma aparente regionalidade e temporalidade, o humor é universal e atemporal. Ele se transforma através do tempo e do espaço acompanhando a história humana. O humor possibilita o aprimoramento de idéias, o alargamento da percepção e a construção da visão crítica. É através do humor que o sujeito aprende a subverter a lógica e atravessar as fronteiras do óbvio. A subversão é revelada através do inconformismo, do rompimento com as regras estimulando - e sendo estimulado - pela criatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;?Poderá surpreender que o humor constitua uma virtude? diz André Comte-Sponville. E ele próprio dá uma resposta: ?O humor é uma desilusão alegre. Nisto ele é, ou pode ser, duplamente virtuoso: como desilusão, raia a lucidez (e, portanto, a boa-fé); como alegria, raia o amor, raia tudo.?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de o humor ser largamente estudado, teorizado e discutido por filósofos e outros, permanece extraordinariamente difícil de definir, quer na sua vertente psicológica quer na sua expressão, como forma de arte e de pensamento. Na verdade, o que é que o distingue de tantos outros aspectos do cómico, como a ironia ou a sátira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ironia não é uma virtude. Consiste em não dar às palavras o seu valor real ou completo, querendo significar o contrário do que se diz. Ou seja, a ironia é uma simulação subtil de dizer uma coisa por outra. Ao pressupor uma atitude mental ágil, pela recusa da passividade perante uma imposição do objecto cujo valor põe em causa, possui uma linguagem que não se encontra ao alcance de todos criando um círculo especial dentro do qual deseja ser entendido. A ironia não pretende ser aceite, mas compreendida e interpretada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Sócrates, a ironia é uma espécie de docta ignorantia, ou seja, ignorância fingida que questiona sabendo a resposta e orientando-a para o que quer que esta seja. A ironia de Sócrates pressupõe malícia e desconfiança simulada nas próprias capacidades.&lt;br /&gt;Em Aristóteles e S. Tomás de Aquino, a ironia não passa de uma forma de obtenção de benevolência alheia pelo fingimento de falta de méritos próprios.&lt;br /&gt;A partir de Kant, assentando na ideia idealista, a ironia passa a ser considerada alguma coisa aparente, que como tal se impõe ao homem vulgar ou distraído.&lt;br /&gt;Para André Comte-Sponville, ?é o riso mau, sarcástico, destrutivo, o riso de troça, aquele que fere, que pode matar (?)?. A ironia pode estar virada contra o Eu, sendo denominada auto-irrisão, ou contra os outros, lançando a sua impiedade na tentativa de os dominar e humilhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corrosiva e implacável, a sátira é utilizada por aqueles que demonstram a sua capacidade de indignação, de forma divertida, para fulminar abusos, castigar, rindo, os costumes, denunciar determinados defeitos, melhorar situações aberrantes, vingar injustiças? Umas vezes é brutal, outras mais subtil.&lt;br /&gt;Como já se analisou, abusivamente são incluídos no humor toda a espécie de cómico. Mas estamos, agora, preparados para distanciá-lo da ironia e da sátira. Ora, o que individualiza o humor é a simpatia que obtém do Homem, inerente a si pela implicação de aspectos intelectuais e emocionais na sua compreensão, e também a sua profundidade e reflexão interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O humor é determinado essencialmente pela personalidade de quem ri. Por isso, pode-se pensar que o humor não ultrapassa o campo do jogo ou os limites imediatos da sanção moral ou social, mas este pode subir mais alto e atingir os domínios da compreensão filosófica, logo que o emissor penetre em regiões mais profundas, no que há de íntimo na natureza humana, no mistério do psíquico, na complexidade da consciência, no significado espiritual do mundo que o rodeia. Pode-se, assim, concluir que o humor é a mais subjectiva categoria do cómico e a mais individual, pela coragem e elevação que pressupõe. Logo, o que o distingue das restantes formas do cómico é a sua independência em relação à dialéctica e a ausência de qualquer função social.&lt;br /&gt;Trata-se, portanto, de uma categoria intrinsecamente enraizada na personalidade, fazendo parte dela e definindo-a até. É por isso que se diz ?Há tantos humores como humoristas.?.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, o humor provém de uma atitude do espírito que nos permite enfrentar a realidade fazendo sobressair os seus aspectos cómicos ou pitorescos. O humor revela a agilidade e a lucidez da inteligência de quem o possui, mas também a liberdade que este necessita demonstrar que possui. É por isto mesmo que o humor implica uma certa reserva. Pode ser uma defesa, pois pode ser usado pelo psiquismo para a rejeição do que o ofende ou oprime, dominando o horror, atenuando o carácter severo das coisas sagradas e reduzindo às justas proporções os acontecimentos preocupantes.&lt;br /&gt;O humor negro pode desempenhar, neste sentido, um papel importante. Não respeita nenhum tabu, pelo que reveste muitas vezes um carácter odioso para quem não ?aprecia o seu sal?. Com este humor, o riso brota do sério, da própria inquietação moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia, o humor (talvez mais a ironia e a sátira) é muito estimado e respeitado, o que se pode verificar pela sua utilização constante na televisão, tanto em publicidade, como em vários programas televisivos. No entanto, não é só pelo prazer que este nos dá, que o humor é apreciado, é também pela sua capacidade de transformar a seriedade da vida em algo que nos é mais fácil aceitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, disfarçando a seriedade que, no entanto o caracteriza, o humor destrói o ódio, a cólera e o ressentimento. Por isso, o humor tem a capacidade de modificar as disposições do Homem: a tristeza em alegria (por exemplo, as graças em relação ao desastre de Entre-os-rios), a desilusão em cómico (as piadas sobre Carlos Cruz e o caso Casa Pia), etc. ? ?Não ter humor é não ter humildade, nem lucidez, nem ligeireza, é ser demasiado cheio de si, é estar iludido consigo mesmo, é ser demasiado severo ou agressivo, e por isso carecer quase sempre de generosidade, doçura, misericórdia?? (COMTE-SPONVILLE). Concordo com esta afirmação, pelo que considero que o humor é uma importante virtude, por ser essencial à existência de outras virtudes. ?De que vale o amor sem alegria? De que vale a alegria sem o humor?? (COMTE-SPONVILLE).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que uma pessoa que careça de humor, não pode ser humilde por não se aceitar a si próprio como é. Uma pessoa sem humor, não pode, também, ser generosa pois, se não se aceita a si próprio, não será capaz de se ?dar aos outros?. No entanto, uma pessoa que careça de humor, pode ser, por exemplo, corajosa ou justa sem para isso necessitar do humor. ?Existe coragem no humor, existe grandeza, generosidade? (COMTE-SPONVILLE). É por isto que o humor não é uma virtude cardeal, mas sim uma ?virtude anexa (?) ou compósita, virtude ligeira, inessencial?, como diz André Comte-Sponville.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceito, ainda, a análise que Comte-Sponville faz do humor como virtude em ?O pequeno tratado das grandes virtudes?. Aí, este diz que o humor é uma virtude estranha, por apenas querer ser engraçada esquecendo a moral, o que, no entanto, não justifica que este não seja uma qualidade preciosa e essencial ao Homem. Apesar de ser uma espécie de cómico, o humor não esquece a seriedade, pelo que transforma a situação desesperada numa situação de gravidade menor. Em vez de humor, S. Tomás de Aquino utiliza a palavra ludus querendo esta significar a graça, a jovialidade e leveza no falar e no agir que tornam descontraído, acolhedor, divertido e agradável o convívio humano. Considera também que é uma virtude da convivência, do relacionamento humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;?Ludus est necessarius ad conversationem humanae vitae.? ? ?O humor é necessário para a vida humana.? (S. Tomás de Aquino) Através desta afirmação, infiro que, da mesma maneira que o sono está para o repouso corporal, também o humor está para o repouso da alma. Penso que esta analogia entre o sono e o humor é bastante explícita, no que diz respeito à importância do humor na vida do Homem. É por isto, que o humor é considerado, por S. Tomás de Aquino, um bem útil. Mas, assim como este, também penso que se deve usar o humor constantemente na nossa vida, tendo em atenção que este necessita de um controlo, tanto ao nível do conteúdo, que deve ser moralmente correcto, como ao nível do momento, lugar e pessoas envolvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, S. Tomás de Aquino considera ainda que o humor pode ser um vício por excesso, ou seja, por falta de controlo e medianiedade no uso deste. Aqueles que exageram no brincar tornam-se inoportunos, por quererem fazer rir constantemente, ao invés tentarem não dizer algo imoral e mesmo agressivo para com aqueles a quem a ?brincadeira? é dirigida. O humor pode também ser um vício por ausência deste. Aqueles que carecem de humor, irritam-se com os que o usam e tornam-se ?frios? e distantes, não deixando a sua alma repousar pelo uso do humor. Como no meio é que está a virtude, aqueles que usam convenientemente o humor, têm a capacidade de converter as coisas que se dizem ou fazem em riso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20497327-113763614836576637?l=comedialusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comedialusa.blogspot.com/feeds/113763614836576637/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20497327&amp;postID=113763614836576637&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/113763614836576637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/113763614836576637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comedialusa.blogspot.com/2006/01/definio-do-humor.html' title='Definição do HUMOR'/><author><name>kumedia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15476910737472364567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20497327.post-113763580351547577</id><published>2006-01-19T01:54:00.000Z</published><updated>2006-01-19T01:56:43.533Z</updated><title type='text'>Herman Sic sem bolinha...</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.investec.pt/internet" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;?É um bocado difícil endireitar, mas é preferível fazê-lo a deixar como estava. Era um beco do qual não conseguiria sair. Quem desce tão baixo, depois é difícil levantar voo. Precisa de fazer uma purga?,&lt;br /&gt;diz Cintra Torres, para quem o regresso aos personagens que celebrizaram Herman José não passa de um ?tapa buracos?:&lt;br /&gt;?É um remendo. Pode ser que consiga, porque tem qualidades como ?entertainer? e humorista, mas será muito difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;?Quanto à decisão de retirar a ?bolinha vermelha? ? indica conteúdo para adultos, localizada no canto superior direito do ecrã ?, o crítico enaltece a posição de Francisco Penim, director de programas de Carnaxide, sem, no entanto, apontar o dedo ao estado a que ?Herman SIC? chegara:&lt;br /&gt;?É uma decisão que reverte a favor do canal. Numa televisão generalista, os telespectadores esperam conteúdos generalistas. O programa estava com um imaginário gay muito acentuado, com uma linguagem ordinária.?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E soluções?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;?Um político seria um sinal. Basta ver quem eram os convidados. Andavam muito próximos dos limites do aceitável, como a Linda Reis?, conclui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'A PRIVAÇÃO AGUÇA O ENGENHO'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CM ? Já recebeu algum ?feed back? da direcção de programas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HERMAN JOSÉ ? A direcção de programas tem mais que fazer do que distribuir ?reacções do dia seguinte?. Não fariam outra coisa na vida. (risos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;? Houve uma leve subida nas audiências. É efeito da mudança?&lt;br /&gt;? Em quase seis anos de ?Herman SIC? passei por todas as fases. Cada emissão é um caso atípico e portanto nada passível de comparações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;? Ter pouco tempo para gravar ?sketches? de humor, dificulta a tarefa de criar personagens?&lt;br /&gt;? Dificulta, mas não impossibilita. Quem depende de um mercado pequeno e em crise, tem obrigação de se adaptar. Muitas vezes, a privação aguça o engenho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20497327-113763580351547577?l=comedialusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comedialusa.blogspot.com/feeds/113763580351547577/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20497327&amp;postID=113763580351547577&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/113763580351547577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/113763580351547577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comedialusa.blogspot.com/2006/01/herman-sic-sem-bolinha.html' title='Herman Sic sem bolinha...'/><author><name>kumedia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15476910737472364567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20497327.post-113754576648098328</id><published>2006-01-18T00:54:00.000Z</published><updated>2006-01-18T00:56:06.490Z</updated><title type='text'>Ana Bola</title><content type='html'>&lt;a href="http://jpn.icicom.up.pt/2005/03/31/ana_bola_o_humor_esta_melhor_e_esta_pior.html"&gt;Ana Bola: "O humor está melhor... e está pior"&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://jpn.icicom.up.pt/2005/03/31/ana_bola_o_humor_esta_melhor_e_esta_pior.html"&gt;A autora e actriz de "Celadon" diz que o humor na televisão está uma "desgraça".&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://jpn.icicom.up.pt/2005/03/31/ana_bola_o_humor_esta_melhor_e_esta_pior.html"&gt;A Ana Bola trabalhou alguns anos num escritório. Isso não se coaduna em nada com a sua personalidade.&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://jpn.icicom.up.pt/2005/03/31/ana_bola_o_humor_esta_melhor_e_esta_pior.html"&gt;Nada, nada... Embora eu fosse muito cumpridora e tinha mesmo que ganhar aquele dinheiro.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://jpn.icicom.up.pt/2005/03/31/ana_bola_o_humor_esta_melhor_e_esta_pior.html"&gt;Quando é que se convenceu que queria ser actriz?&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://jpn.icicom.up.pt/2005/03/31/ana_bola_o_humor_esta_melhor_e_esta_pior.html"&gt;Convenceram-me. Eu sabia que estava mal ali, sabia que gostava do espectáculo. Era uma espectadora regular de teatro e de cinema. Eu não sabia exactamente o que é queria, mas sabia que era por ali. Os meus amigos da altura eram todos ligados à música ou ao teatro. Foi mais fácil ainda perceber que gostava daquele mundo. Um dia convidaram-me e eu aceitei.&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://jpn.icicom.up.pt/2005/03/31/ana_bola_o_humor_esta_melhor_e_esta_pior.html"&gt;Começou a trabalhar com Herman José em "Humor de Perdição". Quando é que se cruzou com ele pela primeira vez?&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://jpn.icicom.up.pt/2005/03/31/ana_bola_o_humor_esta_melhor_e_esta_pior.html"&gt;Cruzamo-nos pela primeira vez em televisão em 1980, no "Passeio dos Alegres" do Júlio Isidro. Nós éramos jurados nesse concurso e empatizámos logo desde esse momento. Mais tarde encontramo-nos também no Tal Canal porque o meu marido tocava com ele na banda do programa. A dada altura convidou-me para fazer rádio com ele e a partir daí ficamos inseparáveis.&lt;br /&gt;Uma amizade e uma colaboração profissional de mais de 20 anos...Exactamente. Uma características que todos partilhamos é conseguirmos ser amigos uns dos outros.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://jpn.icicom.up.pt/2005/03/31/ana_bola_o_humor_esta_melhor_e_esta_pior.html"&gt;Como é que tem evoluído o humor em Portugal?&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://jpn.icicom.up.pt/2005/03/31/ana_bola_o_humor_esta_melhor_e_esta_pior.html"&gt;Está melhor... e está pior. Se falarmos de televisão está uma desgraça, se tirarmos aquelas ilhas que funcionam em alguns canais alternativos. Há principalmente programas de anedotas coladas umas às outras, onde os actores vão sobreviver. No teatro parece-me que começa a mexer mais qualquer coisa ao nível da comédia. Durante muitos anos foi considerado um estilo menor e agora isso foi posto de parte.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://jpn.icicom.up.pt/2005/03/31/ana_bola_o_humor_esta_melhor_e_esta_pior.html"&gt;Como foi a experiência de fazer dobragem no ?Paraíso da Barafunda??&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://jpn.icicom.up.pt/2005/03/31/ana_bola_o_humor_esta_melhor_e_esta_pior.html"&gt;Isso adoro. Até faço de graça. Tinha feito algumas dobragens na Rua Sésamo e acho que é uma das coisas mais divertidas.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://jpn.icicom.up.pt/2005/03/31/ana_bola_o_humor_esta_melhor_e_esta_pior.html"&gt;Luís André Florindo&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20497327-113754576648098328?l=comedialusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comedialusa.blogspot.com/feeds/113754576648098328/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20497327&amp;postID=113754576648098328&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/113754576648098328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/113754576648098328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comedialusa.blogspot.com/2006/01/ana-bola.html' title='Ana Bola'/><author><name>kumedia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15476910737472364567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20497327.post-113745807254651963</id><published>2006-01-17T00:33:00.000Z</published><updated>2006-01-18T01:00:18.813Z</updated><title type='text'>Gato Fedorento e Pionés</title><content type='html'>Temos direitos sobre as peças e, por isso, vamos continuar a transmiti-las, afirmou ao CM Vítor Figueiredo, director de programas da SIC Radical, que, apesar de não conseguido manter o Gato no canal, mostra-se satisfeito por ter chegado a uma televisão generalista:&lt;br /&gt;Estarem onde estão só prova que nós fizemos um bom trabalho. Gostava de os ver na SIC generalista, porque assim continuavam na família.?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os episódios do Gato Fedorento, transmitidos pelo canal, serão repetições das séries já produzidas pelo quarteto Meireles e Fonseca.&lt;br /&gt;Na apresentação da grelha de programas do canal, Vítor Figueiredo deu a conhecer a aposta deste ano no humor nacional: Para preencher o vazio deixado pelo Gato Fedorento, a estação foi buscar um trio de novos humoristas das Caldas da Rainha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pionés é o nome do programa que, de acordo com o director, é a cara da estação para este ano. A série de humor, de 15 episódios, tem estreia marcada para sexta-feira.&lt;br /&gt;Vítor Figueiredo afirma que, ao contrário do Gato Fedorento, Pionés é uma série com um humor mais complexo, mais rico, que não abrange todas as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questionado pelo CM, se as audiências podem ser afectadas pelo facto do humor apresentado ser mais restrito, o director de programas não se mostrou muito preocupado: O canal não vive das audiências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos um canal-laboratório que quer dar lugar a novos talentos. Na apresentação, realizada numa cervejaria em Carnaxide, assistiu-se a um aperitivo do que se poderá ver na televisão. Um homem nu invadiu o local, tal como acontece nos jogos de futebol com os ?streakers?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20497327-113745807254651963?l=comedialusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comedialusa.blogspot.com/feeds/113745807254651963/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20497327&amp;postID=113745807254651963&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/113745807254651963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/113745807254651963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comedialusa.blogspot.com/2006/01/gato-fedorento-e-pions.html' title='Gato Fedorento e Pionés'/><author><name>kumedia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15476910737472364567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20497327.post-113676685490336628</id><published>2006-01-09T00:32:00.000Z</published><updated>2006-01-09T00:34:14.903Z</updated><title type='text'>Novo projecto na Radical</title><content type='html'>"Pionés", é um novo projecto humoristico que vai arrancar na SIC Radical.&lt;br /&gt;Um grupo das Caldas da Rainha que vão tentar ocupar o lugar deixado vago pelo Gato Fedorento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20497327-113676685490336628?l=comedialusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comedialusa.blogspot.com/feeds/113676685490336628/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20497327&amp;postID=113676685490336628&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/113676685490336628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/113676685490336628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comedialusa.blogspot.com/2006/01/novo-projecto-na-radical.html' title='Novo projecto na Radical'/><author><name>kumedia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15476910737472364567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20497327.post-113664290550846907</id><published>2006-01-07T14:06:00.000Z</published><updated>2006-01-07T14:08:25.520Z</updated><title type='text'>Projectos</title><content type='html'>Fico á espera dos projectos já anunciados para este ano e principalmente para dois do Canal 1.&lt;br /&gt;O novo projecto do Gato Fedorento, e o novo programa do Aldo Lima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20497327-113664290550846907?l=comedialusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comedialusa.blogspot.com/feeds/113664290550846907/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20497327&amp;postID=113664290550846907&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/113664290550846907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/113664290550846907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comedialusa.blogspot.com/2006/01/projectos.html' title='Projectos'/><author><name>kumedia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15476910737472364567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20497327.post-113648336952885373</id><published>2006-01-05T17:48:00.000Z</published><updated>2006-01-05T17:49:29.526Z</updated><title type='text'>Opiniões</title><content type='html'>Qual a tua opinião sobre o programa da SIC Comédia : O Prazer dos Diabos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20497327-113648336952885373?l=comedialusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comedialusa.blogspot.com/feeds/113648336952885373/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20497327&amp;postID=113648336952885373&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/113648336952885373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/113648336952885373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comedialusa.blogspot.com/2006/01/opinies.html' title='Opiniões'/><author><name>kumedia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15476910737472364567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20497327.post-113648161691761994</id><published>2006-01-05T17:18:00.000Z</published><updated>2006-01-05T17:20:16.916Z</updated><title type='text'>Votações</title><content type='html'>Foram criadas 2 votações nas quais vocês podem dar as vossas opiniões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o melhor programa de humor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual são os humoristas que vocês mais gostam?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20497327-113648161691761994?l=comedialusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comedialusa.blogspot.com/feeds/113648161691761994/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20497327&amp;postID=113648161691761994&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/113648161691761994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20497327/posts/default/113648161691761994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comedialusa.blogspot.com/2006/01/votaes.html' title='Votações'/><author><name>kumedia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15476910737472364567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20497327.post-113632627049783972</id><published>2006-01-03T22:09:00.000Z</published><updated>2006-01-03T22:15:56.880Z</updated><title type='text'>O primeiro</title><content type='html'>O objectivo deste blog não é ter piada, mas sim falar sobre ela.&lt;br /&gt;Falar sobre o humor em Portugal e em quem o faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciemos então este blog.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20497327-113632627049783972?l=comedialusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comedialusa.blogspot.com/feeds/113632627049783972/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20497327&amp;postID=113632627049783972&amp;isPopup=true' 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